Seis vítimas de ataque a ônibus em Cidade de Deus (RJ) continuam internadas; duas estão em estado grave

Do UOL Notícias
Em São Paulo

Mais sobre o ataque

Seis vítimas do ataque a um micro-ônibus na Cidade de Deus, comunidade da zona norte do Rio de Janeiro, que deixou doze pessoas feridas na noite de terça-feira (2), continuam internadas por conta das queimaduras. Criminosos atearam fogo no ônibus.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, Paula Núbia Rodrigues Silva, 23, moradora da Praça Seca, que teve 25% do corpo queimado, e Laís de Melo Rodrigues, 20, moradora de Taquara, que teve 48% do corpo queimado continuam no Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) do Hospital Souza Aguiar em estado grave. O quadro delas não apresentou evolução e não há previsão de alta.

No Hospital Lourenço Jorge, continua internada Nara Martins, 27, que teve 27% do corpo queimado --mãos e pés, principalmente. Ela está lúcida e fora de perigo.

Cristiane da Silva Maciel, 26, moradora da Taquara, que está no Hospital Central da Polícia Militar, também segue internada sem previsão de alta. Seu estado é considerado estável e ela está fora de perigo, apesar de ter tido 20% do corpo queimado.

O morador da Vila Penha, Antônio Carlos Godoy, também continua internado no Hospital do Andaraí e seu estado é estável. Ele teve 26,5% do corpo queimado.

Já Ana Sheila de Souza, que está internada no CTI do CardioTrauma Ipanema, continua recebendo tratamento intensivo para as queimaduras de primeiro e segundo graus que apresenta em 40% do corpo, sem previsão de alta.

Os demais passageiros feridos já receberam alta.

O ataque
De acordo com a Polícia Militar, o ataque ao ônibus, que faz a linha 701 (Madureira - Alvorada), aconteceu por volta de 21h30 quando ele passava pela estrada Marechal Miguel Salazar Mendes de Moraes.

O coletivo foi cercado por um grupo de cerca de 20 pessoas, que invadiu o veículo sem dar tempo para que os passageiros pudessem descer. Os criminosos atearam fogo no ônibus com ajuda de um coquetel molotov e fugiram na sequência.

Para a polícia, o ataque foi uma represália à prisão do traficante Leonardo de Oliveira Silva. Ontem, três suspeitos de envolvimento no crime foram presos e interrogados. De acordo com o delegado João Garcia, responsável pelo caso, a irmã, o primo e o pai de Leandro negaram participação no ataque.

UPP
A Cidade de Deus é uma das regiões que receberam uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). O ataque ocorre cerca de um ano depois da instalação do quartel militar que tenta diminuir a violência na região.

Para o professor e pesquisador José Augusto Rodrigues, do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e do Laboratório de Análise da Violência (LAV), o crime foi uma resposta do tráfico de drogas da região à UPP. Leia mais.

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