Casa de Glauco fica em região afastada de Osasco (SP); segurança nunca foi preocupação, dizem vizinhos

Guilherme Balza
Do UOL Notícias
Em Osasco (SP)

Vizinhos de Glauco Villas Boas, 53, e frequentadores da igreja Ceu de Maria, da qual o cartunista era coordenador, relataram ao UOL Notícias que a região onde a vítima morava é tranquila e nunca houve episódio como o ocorrido na madrugada desta sexta-feira (12).

Glauco e o filho, Raoni Villas Boas, 25, que chegava da faculdade, foram baleados dentro de casa localizada na Estrada Portugal, em Osasco (SP). Pai e filho morreram depois de serem socorridos no hospital Albert Sabin, no bairro da Lapa, zona oeste de São Paulo. Os corpos do cartunista e do filho já foram liberados pelo IML da cidade.

A casa do cartunista, situada no mesmo terreno da igreja, fica no bairro Jardim Três Montanhas, uma região afastada e pouco habitada da cidade. Para chegar ao local, montanhoso e cercado por natureza, é preciso percorrer 3 km em estrada de terra em condições precárias.

Casa de Glauco, onde ocorreu o crime

Ao redor da casa de Glauco e da igreja, há cerca de 10 casas, todas elas ocupadas por seguidores da prática ao culto ao Santo Daime.

As casas do local –nenhuma de alto padrão- não possuem muros e são protegidas por cercas de arame. Nenhum dos moradores contratou serviço de segurança particular. Também não há iluminação pública na região.

Segundo Carolina Falzano, 27, frequentadora da igreja e amiga de Glauco, a segurança nunca foi motivo de preocupação para os moradores do local.

“Aqui sempre foi super tranquilo. Nunca teve crimes.” Segundo ela, é comum a polícia fazer rondas pela Estrada Portugal, onde ficam os terrenos dos moradores.

De acordo com Falzano, a estrada só tem movimento quando há alguma construção sendo feita ou quando a igreja recebe visitantes –cerca de 400 aos finais de semana, segundo os vizinhos de Glauco.

A mãe de Carolina, Nancy Antônio Corrente, conta que já teve a casa furtada mas afirma que nunca houve um episódio como o ocorrido nessa madrugada.

“É uma tragédia, aconteceu quando ele (Glauco) estava no auge”, diz Nancy, amiga do cartunista há 20 anos e moradora da região há oito.

Segundo ela, Glauco foi um dos primeiros moradores do local, e as outras famílias, assim como a dela, passaram a morar ali em razão da igreja.

“Ele se dava bem com todos. O papel dele era receber os visitantes e orientá-los diante das dificuldades”, conta Nancy, formada em jornalismo. “Ele estava sempre feliz e levava tudo na piada. O objetivo dele era ver a juventude se alinhar a uma vida melhor.”

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