Casos de gripe suína fazem maior maternidade de AL suspender atendimentos

Carlos Madeiro
Especial para o UOL Notícias

Em Maceió

A maior maternidade de Alagoas, a Santa Mônica, em Maceió, suspendeu temporariamente nesta sexta-feira (12) o atendimento. A decisão, válida por tempo indeterminado, foi tomada depois que três mulheres e um bebê foram internados na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do hospital com suspeita de gripe suína.

A maternidade afirma que os pacientes internados apresentam síndrome respiratória aguda grave e precisam de atendimento especial. “São mães fragilizadas, que foram encaminhadas à maternidade por serem pacientes de risco. Precisamos adotar as medidas para descartar qualquer outra doença”, disse o gerente geral da maternidade, José Carlos Silver.

Em nota, o hospital afirma que as gestantes em trabalho de parto devem ser encaminhadas prioritariamente ao Hospital Universitário, também em Maceió, e outras unidades hospitalares do Estado. “Nesse momento precisamos da compreensão e colaboração de todos os profissionais das unidades hospitalares do Estado a fim de cumprirmos nosso objetivo maior que é cuidar e salvar vidas”, afirmou.

Segundo Silver, todos os protocolos adotados pela maternidade seguem o modelo apresentado pelo Ministério da Saúde. “As autoridades sanitárias competentes já foram informadas, e os setores internos, como Comissão de Controle de Infecção Hospitalar e UTI Materna, já realizaram as medidas necessárias”, garantiu o gerente.

Casos em Alagoas
Segundo a Secretaria de Estado de Saúde (Sesau), cinco pessoas estão internadas em Alagoas com suspeita da doença e apresentam a síndrome respiratória aguda grave. É o maior número registrado desde o aparecimento do primeiro caso da doença, em junho de 2009.

Nesta quinta-feira (11), a Sesau confirmou a primeira morte causada pela gripe A no Estado. A vítima foi um homem de 30 anos, que morreu no Hospital Hélvio Auto no último domingo (7). Segundo a Sesau, ele era obeso e hipertenso e procurou tratamento somente quando apresentava um quadro grave da doença.

Ao todo, até o momento, 34 casos da doença foram confirmados no Estado e 24 estão sob investigação. Segundo o secretário de Saúde, Herbet Motta, o vírus começou a circular em Alagoas recentemente, o que aumenta a necessidade de cuidados. “É fundamental que as pessoas se vacinem para se garantir. Períodos de grande aglomeração, como foi a alta temporada, sempre são propícios à proliferação da doença”, assegurou.

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