"Não dá pra acreditar", lamenta irmão mais velho de Glauco

Guilherme Balza
Do UOL Notícias
Em São Paulo

  • Raphael Falavigna/Folha Imagem

    Glauco, cartunista

    Glauco, cartunista

O irmão mais velho do cartunista Glauco Villas Boas, Odilon Villas Boas, 54, chegou agora pela manhã de Ribeirão Preto (SP), onde mora, para acompanhar o velório de seu irmão e de seu sobrinho Raoni, morto junto com o pai na madrugada desta sexta-feira (12) em Osasco, na Grande São Paulo. A cerimônia, originalmente marcada para as 13h, está atrasada em decorrência da demora na liberação dos corpos. “É muito triste. Não dá pra acreditar”, disse. Odilon afirmou que não via o irmão “há bastante tempo”. Glauco tinha cinco irmãos, quatro deles homens.

De acordo com o boletim de ocorrência registrado após o duplo assassinato, criminosos chegaram em um carro cinza e atiraram contra a casa do cartunista, localizada na Estrada Portugal, no Jardim Três Montanhas, em Osasco. Pai e filho morreram ao serem atingidos pelos disparos. Segundo Odilon, Glauco havia feito aniversário dois dias antes, em 10 de março.

O cartunista foi fundador e era coordenador da igreja Céu de Maria, que recebia até 400 visitantes aos finais de semana, segundo vizinhos de Glauco que também frequentavam o templo. A igreja, da doutrina do Santo Daime, ficava no mesmo terreno da casa de Glauco.

A polícia paulista teria identificado um dos suspeitos de participar do crime. Ele seria usuário de drogas, conhecia a família das vítimas e era frequentador da igreja.

Segundo o advogado Ricardo Handro, a família pede que o velório seja reservado. Handro afirmou que o enterro ocorrerá no cemitério Gethsêmani Anhanguera, na vila Sulina, em São Paulo. O horário ainda não foi definido.

Perfil
Glauco é conhecido por suas charges publicadas desde 1977 no jornal Folha de S.Paulo. Criador de personagens como Dona Marta, Zé do Apocalipse, Doy Jorge, Geraldinho e Geraldão, seu ingresso no jornalismo se deu nos anos 70, graças ao jornalista Hamilton Ribeiro, que dirigia o "Diário da Manhã", em Ribeirão Preto, e tirou o paranaense da fila do vestibular para Engenharia.

Alguns anos mais tarde, em 1976, a premiação no Salão de Humor de Piracicaba abriu as portas do jovem cartunista para a grande imprensa. Em 1977, Glauco começou a publicar suas tiras esporadicamente na Folha de S. Paulo. A partir de 1984, quando a Folha dedicou espaço diário à nova geração de cartunistas brasileiros, Glauco passou a publicar suas charges periodicamente.

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