Tremor de 2,3 graus assusta moradores de Alagoas

Carlos Madeiro
Especial para o UOL Notícias

Em Maceió

A região do Vale do Mundaú, em Alagoas, registrou três tremores de terra no fim da tarde desta quinta-feira (11). Segundo o Laboratório de Sismologia da Universidade Federal do UFRN (Universidade Federal de Rio Grande do Norte), o maior deles alcançou 2,3 graus na escala Richter e assustou a população de pelo menos quatro municípios.

Os tremores, registrados entre 17h05 e 17h40, foram sentidos pela população em Rio Largo, Messias, Santana do Mundaú e de bairros da parte alta de Maceió. O Corpo de Bombeiros chegou a receber ligações de moradores buscando informações sobre o abalo sísmico.

Até o momento, não há relatos de vítimas ou danos materiais. A Defesa Civil foi acionada e, nesta sexta-feira (12), visitou algumas casas e ouviu o relato de pessoas que sentiram os tremores.

O técnico em sismologia da UFRN, Eduardo Menezes, disse que, a partir de agora, o Laboratório da UFRN vai começar a acompanhar a região. Ele informou que os tremores desta quinta-feira não têm relação com os últimos episódios registrados no interior de Pernambuco.

Segundo ele, não há relatos de tremores anteriores na região de Alagoas onde foi sentido o tremor desta quinta-feira. “Em outras regiões de Alagoas já registramos tremor, mas nunca apresentou frequência como acontece em Caruaru ou Alagoinha. É difícil prever atividade sísmica por região”, disse Menezes.

A partir de agora, os técnicos da UFRN vão monitorar a região. “A princípio não há necessidade de instalar sismógrafos, pois temos estações em Pernambuco que conseguem captar esses dados. Mas é interessante acompanharmos para ver se novos tremores vão acontecer”, afirmou.

Segundo ele, não há como prever se a região vai passar por uma situação semelhante à de Alagoinha (PE), onde foram registrados mais de 60 tremores somente este mês. “É impossível saber se continuará tendo atividade. O que não há é motivo para pânico. Estamos vendo uma atividade sísmica mundial, e é natural que as pessoas associem a outros países, porque vê na TV. Mas não temos tremores da ordem daqueles que aconteceram no Chile ou Haiti”, assegurou Menezes.

Por não ter equipamentos monitorando a região, não há definição exata do epicentro dos tremores. “Pela distância das estações, não dá para precisar o ponto exato do tremor, mas ele deve ter sido entre as cidades de Rio Largo e Santana do Mundaú. As estações estão há mais de 160 km do local”, explicou.

Menezes afirmou que, embora áreas que até então não apresentavam tremores comecem a apresentar, a atividade sísmica no Nordeste é antiga e conhecida dos especialistas. “São comuns tremores no Nordeste. Não é nada novo, pois a falha geológica é conhecida. São pequenas rochas, no subsolo, eles tendem a se acomodar. Elas de deslocam e por isso acontece essa vibração”, explicou.

Relatos
Moradores de Rio Largo, na região metropolitana de Maceió, afirmam que, no fim da tarde, ouviram um grande estalo. “Foi forte e alto o barulho. Em seguida, a terra começou a tremer. Foi um susto grande”, explicou a comerciante Ana Luiza, 38.

Já o estudante Alex Lima, 18, afirmou que, na casa onde mora, no centro da cidade, o chão tremeu. “Deu para perceber os móveis tremerem na mesa. Minha mãe tava em casa na hora e veio assustada me perguntar o que tinha acontecido”, afirmou.

Na zona rural de Santana do Mundaú, os moradores relataram que ouviram uma espécie de explosão no solo e saíram assustadas de casa. “Nunca tinha ouvido falar em tremores aqui na cidade. Os moradores estão assustados”, disse o secretário de Obras do município, Naldo Caetano.

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