Detran diz que servidores envolvidos serão punidos; sindicato das autoescolas repudia a fraude

Arthur Guimarães
Do UOL Notícias
Em São Paulo

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Você conhece algum tipo de esquema que envolva a retirada
ou a renovação da CNH?

Tanto o Detran como o sindicato que representa as autoescolas e os centros de formação de condutores criticaram os procedimentos ilegais para obter a renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Como mostrou reportagem do UOL Notícias, as autoescolas e Centros de Formação de Condutores (CFCs) da capital paulista já encontraram métodos para burlar as provas de atualização para motoristas, apesar de o sistema ser todo digitalizado e monitorado por câmeras do próprio Detran.

Em nota, o órgão estadual afirmou ser “lamentável que cidadãos se sujeitem a pagar R$150 ou qualquer quantia em dinheiro, para realizar a prova eletrônica de renovação de CNH, sob promessa de aprovação”. O Detran afirma que “não compactua com este qualquer outro tipo de fraude e que não há qualquer conivência do Detran com esta suposta fraude”.

O órgão, que é subordinado à Secretaria de Segurança Pública, informou que já fechou autoescolas e indiciou acusados por golpes semelhantes. “O Detran vem inovando em medidas e ferramentas eletrônicas que visam coibir as fraudes no sistema”, alega a nota.

O texto explica ainda que, após ter conhecimento da denúncia, o órgão irá instaurar procedimento administrativo na corregedoria para esclarecer as responsabilidades pelo esquema ilegal. Os envolvidos também estão sujeitos a inquérito policial para apuração de crime pela Divisão de Crimes de Trânsito (DCT), sendo que a renovação feita por meio do esquema denunciado pode ser cancelada.

Ao final da nota, o Detran diz que, diariamente, por amostragem, são monitorados os CFCs que aplicam as provas eletrônicas. Atualmente, segundo o órgão, estão bloqueados 115 CFCs por irregularidades administrativas cometidas.

Já o presidente do Sindicato das Auto e Moto Escolas e Centros de Formação de Condutores do Estado de São Paulo, José Guedes Pereira, assume que a “questão é complicada” e que, no geral, as fraudes são fruto da má índole das pessoas envolvidas. “Por mais que se criem sistemas para inibir ações criminosas, existe a mão do ser humano, que sempre quer burlar.”

Segundo ele, que representa as cerca de 750 autoescolas da capital e os 100 CFCs de São Paulo, o sindicato sempre se mostrou contra qualquer tipo de contravenção e defende punição severa para quem comete esse tipo de crime. “Mas é preciso ir até o fim com a investigação. Muitas vezes o Detran anuncia apurações, mas depois todo mundo esquece e não acontece nada. É preciso cobrar”, disse.

 

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