Transferência do acusado de matar Glauco ainda não foi pedida; polícia pede quebra de sigilo

Raquel Maldonado
Do UOL Notícias
Em São Paulo

O delegado da Seccional de Osasco, Fernão de Oliveira Santos, afirmou que a polícia de São Paulo ainda não pediu a transferência de Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, 24, assassino confesso do cartunista Glauco Vilas Boas e de seu filho Raoni, pois “o acusado está preso e já foi ouvido pelo delegado que investiga o caso”. A assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública afirma que não há previsão para que tal pedido seja enviado.

Para que Nunes volte a São Paulo, a Justiça Estadual deverá enviar uma solicitação formal à 2ª Vara Federal da Seção Judiciária do Estado do Paraná, que será avaliada por um juiz. A investigação sobre a morte de Glauco e de seu filho está sendo realizada em Osasco (Grande SP).

Quebra de sigilo
De acordo com o diretor da (Departamento de Polícia Judiciária da Macro São Paulo), Marcos Carneiro Lima, a polícia solicitou no início desta semana a quebra de sigilo telefônico de Nunes. O pedido passará agora pela Justiça Estadual de São Paulo, que estudará a solicitação e dará um parecer assim que conclua a análise.

O acusado deverá prestar novos esclarecimentos ao delegado da Polícia Federal de Foz do Iguaçu (PR) Marcos Paulo Pimentel durante a manhã desta sexta-feira (19). De acordo com a assessoria de imprensa da PF, o depoimento deverá limitar-se às acusações de tentativa de homicídio e roubo, crimes cometidos por Nunes na cidade paranaense no último domingo, quando tentava fugir para o Paraguai. O advogado do rapaz, Gustavo Badaró, estará presente durante todo o depoimento.

O caso
Glauco e Raoni foram mortos a tiros na casa do cartunista, em Osasco (Grande São Paulo), na madrugada de sexta-feira (12). Nunes era conhecido da família por já ter frequentado a igreja Céu de Maria, que segue os princípios do Santo Daime e foi fundada por Glauco.

Segundo o relato das testemunhas, o assassino confesso estava transtornado e delirava. Ele estava armado com uma pistola automática e uma faca. Glauco tentou negociar e chegou a ser agredido.

No meio da discussão, Raoni chegou ao local de carro. Em seguida, Nunes atirou contra pai e filho. Os dois chegaram a ser atendidos no hospital, mas não resistiram e morreram.

Após cometer o crime, segundo seu próprio depoimento, Nunes teria fugido para o "meio do mato", onde permaneceu escondido até 5h de domingo (14). De lá, foi para o bairro do Campo Limpo, na zona sul da capital, de onde iniciaria a fuga. Na região, Nunes rendeu um motorista e levou seu carro. A versão foi contestada durante entrevista coletiva realizada ontem em Osasco.

O acusado teria pegado a estrada, atravessado todo o Estado do Paraná e, no domingo à noite, em Foz do Iguaçu (PR), trocou tiros com policiais rodoviários que foram informados que o carro dirigido por Nunes era roubado. A intenção do acusado era atravessar a fronteira com o Paraguai.
Após a primeira troca de tiros, Nunes fugiu e, cerca de uma hora depois, teria novamente tentado atravessar a fronteira. Dessa vez, contudo, o acusado foi preso por tentativa de homicídio.

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