Envolvidos no caso Isabella estão entre os mais citados por brasileiros no Twitter

Maurício Savarese
Do UOL Notícias

Em São Paulo

Nomes ligados ao julgamento do caso Isabella Nardoni, iniciado nesta segunda-feira (22), dominaram o microblog Twitter no Brasil ao longo da tarde. De acordo com dados oficiais do site, os quatro nomes mais citados por brasileiros durante o início do julgamento eram o do promotor Francisco Cembranelli, o da madrasta, Anna Carolina Jatobá, o da mãe, Ana Carolina Oliveira, e o do pai, Alexandre Nardoni.

Até as 16h, diz o site do Twitter, eles dividiam espaço com as citações à novela transmitida à tarde pela TV Globo, o Dia Mundial Sem Carne, o Xaveco Day, um tema ligado ao programa Big Brother, a sigla TTBr (Trending Topics Brasil, ou os assuntos mais comentados no país) e Movimento Cyan, relativo ao Dia Mundial da Água.

Já no site BlaBlaBra, que faz avaliação extraoficial do Twitter brasileiro, apenas a palavra Nardoni aparecia entre as mais citadas no Brasil. A líder de menções era uma expressão que promovia um sistema para aumentar o número de seguidores no site, três tópicos sobre o BBB, quatro sobre tecnologia, um a respeito do início da semana e outro para promover produtos de Páscoa.

 

Nardoni e Anna Carolina – pai e madrasta de Isabella, 5, que morreu em março de 2008 após cair do 6º andar do Edifício London, zona norte de São Paulo em 2008 -- entraram juntos na sala do tribunal que irá julgá-los pela morte da menina. Foi a primeira vez que eles se encontram desde que foram interrogados, em maio do ano retrasado. O julgamento mobiliza policiais, jornalistas e curiosos.

Advogados presentes no julgamento ajudam a popularizar o assunto no microblog fazendo comentários em tempo real, como o professor de Direito Luiz Flávio Gomes. “Caros seguidores: falei neste momento com os responsáveis pelo julgamento. Vou poder dar informações pelo Twitter!”, escreveu o professor.

Para o twitteiro do perfil Edson_fer, “os trending topics Brasil estão parecendo lista de chamada: Ana Carolina Jatobá, Ana Carolina Oliveira, Alexandre Nardoni, Francisco Cembranelli”. Centenas de outros pediam a condenação dos suspeitos. Nas mensagens emitidas por volta das 16h20, o UOL Notícias não encontrou nenhuma de apoio ao casal Nardoni.

Os dois negam as acusações e se dizem inocentes. A estimativa do tribunal é de que o julgamento dure até cinco dias. Nesta segunda, o julgamento deve acontecer até 21h, e nos outros dias será retomado às 9h.

O promotor do caso, Francisco Cembranelli, defende que Isabella foi jogada pela janela do 6º andar do Edifício London pelo pai. Antes, foi esganada pela madrasta e agredida por ambos. Já a defesa do casal insiste na tese de que havia uma terceira pessoa no prédio.

O advogado Ricardo Martins, que defende o casal junto com o advogado Roberto Podval, disse hoje não ter dúvidas da absolvição de seus clientes.

Saiba mais sobre os procedimentos adotados para este julgamento:

Alexandre e Anna Jatobá foram transferidos de presídios de Tremembé (a 138 km de SP), onde estão presos, até o Fórum de Santana, sob esquema de segurança especial
Os réus ficam na carceragem do fórum até a hora do julgamento
Iniciada a sessão, são sorteados sete jurados que comporão o Conselho de Sentença. Em seguida, o plenário é aberto à imprensa
O júri popular deve durar pelo menos três dias. O juiz Maurício Fossen, que preside o julgamento, reservou o plenário por uma semana
Enquanto não são ouvidas, as testemunhas aguardam no fórum. Podem ter que dormir no próprio fórum, no Fórum da Barra Funda, zona oeste, ou em um hotel. Depois, são dispensadas
Os jurados permanecem confinados até o final do julgamento no fórum, onde há dormitórios e refeitórios
O casal deve dormir em unidades prisionais na capital, ainda a serem definidas
Estão envolvidos no julgamento 23 funcionários do cartório do júri, 12 agentes de fiscalização, dois médicos, uma enfermeira, três estenotipistas (que transcrevem as falas), 16 oficiais de justiça, três funcionários da administração, quatro da copa e cinco assessores de imprensa

Veja o rol de testemunhas que devem depor no julgamento dos Nardoni

Ana Carolina Cunha de Oliveira - mãe de Isabella
Renata Helena Da Silva Pontes - delegada do 9ª DP (Carandiru) à época do crime
Rosangela Monteiro - perita do Instituto de Criminalística
Paulo Sergio Tieppo Alves - médico do IML (Instituto Médico Legal)
Rosa Maria da Cunha de Oliveira - avó materna de Isabella
Rogerio Neres de Souza - advogado do caso no início
Gabriel Santos Neto - pedreiro de obra vizinha do prédio dos Nardoni
Geralda Afonso Fernandes - vizinha do casal
Carlos Penteado Cuoco - médico do IML
Laercio de Oliveira Cesar - médico do IML
Marcia Iracema Boschi Casagrande - perita
Sergio Vieira Ferreira - perito
Monica Miranda Catarino - perita
Calixto Calil Filho - Delegado titular do 9º DP à época do crime
Luiz Alberto Spinola de Castro - chefe de investigadores do 9º DP à época
Jair Stirbulov - investigador do 9º DP
Walmir Teodoro Mendes - investigador do 9º DP à época
Theklis Caldo Katifedenios - investigador do 9º DP à época
Claudio Colomino Mercado - agente policial
Adriana Mendes da Costa Porusselli - escrivã do 9º DP
Paulo Vasan Gei - escrivão do 9º DP
Rogério Pagnan - jornalista
Luiz Carvalho

Com informações de Rosanne D'Agostino

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