Advogado do casal Nardoni é agredido por manifestante

Daniela Paixão
Do UOL Notícias*

Em São Paulo

O advogado de defesa de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, Roberto Podval, foi agredido na tarde desta quarta-feira (24) em frente ao Fórum de Santana, na zona norte de São Paulo, após voltar do almoço durante intervalo no terceiro dia do julgamento do caso Isabella Nardoni.

Advogado do casal Nardoni é agredido

Podval, acompanhado de sua equipe, começou a ser vaiado na entrada principal do fórum. Manifestantes chamaram o advogado de “assassino”. Neste momento, durante um princípio de tumulto, um dos manifestantes deu um soco no estômago do advogado e fugiu. O homem, não identificado, também chamou o advogado de “psicopata, monstro e demônio”, afirmando que ele estava “defendendo um monstro”.

Questionado pela reportagem do UOL Notícias sobre o motivo da ação, o manifestante apenas afirmou que não havia “agredido ninguém” e deixou o local correndo.

O advogado continuou a caminhar em direção ao fórum, dessa vez escoltado por policiais que reforçam a segurança do julgamento. Ninguém foi preso.



O que deve ainda acontecer no júri do ano
Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá são réus por homicídio triplamente qualificado e fraude processual (entenda as acusações). O julgamento teve início nesta segunda-feira (22), quando o casal se encontrou pela primeira vez desde maio de 2008, e deve durar até quinta-feira.

No primeiro dia ocorreram interrogatórios do processo. Também foi ouvido o testemunho-chave da acusação. Ana Oliveira, mãe de Isabella, chorou por pelo menos três vezes, provocou o choro de ambos os réus e relatou o amor de Alexandre pela filha e o ciúme que a madrasta teria da relação do marido com a menina e com sua ex-mulher.

O casal é julgado por quatro mulheres e três homens, que devem dar o veredicto até a sexta-feira (26). Destes, cinco nunca participaram de um júri e receberam orientações do juiz Maurício Fossen.

Antes do sorteio dos jurados, a defesa do casal fez requerimentos para adiar o júri e realizar diligências. Todos foram negados pelo juiz.

Ao final dos depoimentos de todas as testemunhas, ocorrem os debates, quando defesa e acusação apresentam seus argumentos. São três horas para cada parte. Se o Ministério Público pedir réplica, de uma hora, a defesa tem direito à tréplica, também de uma hora.

Ao final, o júri se reúne em uma sala secreta para responder a quesitos formulados pelo juiz. Eles decidirão se o casal cometeu o crime, se pode ser considerado culpado pela atitude, e se há agravantes ou atenuantes, como ser réu primário. De posse do veredicto, se houver condenação, o juiz dosa a pena com base no Código Penal. Se houver absolvição, os Nardoni deixam o tribunal livres.

* Com informações de Rosanne D'Agostino e Agência Estado.

 

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