Promotor é aplaudido em missa de dois anos da morte de Isabella em SP

Rodrigo Bertolotto

Do UOL Notícias
Em São Paulo

Opinião e bastidores: dias de apreensão durante o júri

Atualizada às 21h55

O promotor Francisco Cembranelli foi recebido com aplausos e muita comoção na missa celebrada em homenagem aos dois anos da morte da menina Isabella Nardoni, que acontece esta noite na paróquia Nossa Senhora dos Prazeres, na Parada Inglesa (zona norte de São Paulo).

Cerca de 500 pessoas acompanharam a cerimônia, entre elas a mãe de Isabella, Ana Carolina Oliveira, que acompanha o sermão na fileira da frente com a família.

Casal Nardoni é condenado pela morte de Isabella; sentença é comemorada

O promotor foi recebido como herói após conseguir a condenação do pai e madrasta da menina, Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, no último sábado (27) após cinco dias de júri popular.

No final da missa, Cembranelli falou sobre os aplausos recebidos durante a sua chegada. “Palmas para quem? Ah, pra mim. Acho que é um carinho da sociedade pelo trabalho bem feito”.

Na missa, que começou por volta das 20h, o padre Humberto Carvalho pediu que a família de Isabella continue a vida, apesar da ausência da menina, e também citou Cembranelli. “Tem alguém aqui que luta pela Justiça e é competente”, disse o padre sobre o promotor.

Durante a cerimônia, a mãe da menina subiu no altar e segurou uma vela grande que, segundo o padre, simbolizava Isabella no céu.

“Tenha coragem, força, não desanime, façamos o bem. Você vai sair daqui com certeza de que Deus está ao seu lado”, disse também o padre para Ana Carolina Oliveira. Os presentes, liderados por ele, também contaram em coro: “Eu amo a vida, eu amo a Justiça, e eu sou do bem”. Antes do início da cerimônia, houve um princípio de tumulto em razão do grande número de presentes.

Isabella morreu no dia 29 de março de 2008, aos 5 anos, após ser jogada pela janela do 6º andar do edifício London, na zona norte. O pai e a madrasta foram condenado a penas por homicídio triplamente qualificado, de 31 anos e 26 anos, respectivamente.

A defesa do casal deve apresentar recurso ainda esta semana para tentar anular o julgamento. Para especialistas, há poucas chances de que um novo júri seja determinado.

Após a missa, Carolina de Oliveira deu sua opinião sobre a possibilidade de um novo julgamento. “A sociedade não iria aceitar essa palhaçada. O resultado desse julgamento foi satisfatório, era o que eu esperava", disse.

Ela também aproveitou para agradecer os que estavam presentes. “Isso me dá coragem. Não esperava que tanta gente viesse e que eu fosse receber tanto carinho”, disse emocionada.

 

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