Cabral confirma que vai decretar estado de emergência no RJ

Do UOL Notícias

Em São Paulo

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), confirmou que vai decretar estado de emergência no Estado devido ao temporal que atinge a região desde o final da tarde de ontem e que já matou mais de 70 pessoas.

Segundo informações do portal oficial do governo estadual, o governador confirmou que vai decretar emergência em uma entrevista na manhã de hoje a uma rádio local. “Com certeza, o Rio de Janeiro vai decretar estado de emergência. A medida se faz necessária pela quantidade de cidades atingidas pelas fortes chuvas. Normalmente, quando uma ou duas cidades são atingidas, elas decretam o estado de emergência ou de calamidade e enviam para o governo do Estado, que replica confirmando. Neste caso, não. Vamos entrar com o estado de emergência e calamidade porque são vários municípios, várias regiões atingidas”, disse.

O governador afirmou ainda, em entrevista à Globonews, que as mortes causadas pela chuva foram agravadas por ocupações irregulares. Cabral disse ainda que o poder público tem de ampliar investimentos em drenagem e limpeza de esgotos, mas alegou que muitas dessas cidades afetadas pelas chuvas, incluindo a capital, herdaram problemas de gestões anteriores.

“No Rio de Janeiro entra ano e sai ano e essa missão da ocupação do solo urbano não é tratada com a devida seriedade. Nada justifica essa incapacidade do poder público de impedir construção em áreas de risco”, afirmou.

As mortes foram provocadas, em sua maioria, por deslizamentos de terra, segundo Cabral. Foram relatados desabamentos no Andaraí, no morro do Borel (Tijuca), em Santa Tereza, no morro dos Macacos (Vila Isabel), no morro do Turano (zona norte), em Petrópolis e em Niterói. Mas, segundo a Defesa Civil, foram registrados 140 deslizamentos de terra e 26 desabamentos de imóveis só na capital até o início desta tarde.

Além dos deslizamentos, alagamentos, queda de energia e caos no trânsito e no sistema de transporte tornam complicada a vida de quem mora no Estado. Por isso, o prefeito da capital, Eduardo Paes (PMDB), pediu na manhã desta terça-feira que a população não saia de casa até que a situação melhore.

O prefeito eximiu a responsabilidade da prefeitura e culpou exclusivamente o excesso de chuva pelo caos instalado na capital fluminense. De acordo com ele, na história recente da cidade nunca houve uma chuva como a das últimas 24 horas.

“A prefeitura estava preparada. Não havia previsão de chuva dessa intensidade. Não há galeria limpa que resista a esse volume de água”, disse Paes em entrevista coletiva.

O prefeito citou dados da prefeitura que indicam que a chuva ocorrida entre ontem e hoje superou marcas históricas anteriores. Segundo Paes, em 24 horas choveu 288 mm, contra 245 mm em 1966, 230 mm em 1988 e 201 mm em 1996.

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