Número de mortos pela chuva no Rio chega a 88, diz Defesa Civil

Do UOL Notícias

Em São Paulo

O número de mortos devido às chuvas que atingem o Rio de Janeiro desde o final da tarde desta segunda-feira chega a 88, segundo o último levantamento da Defesa Civil Estadual. Segundo o Corpo de Bombeiros, o número é maior, 95 mortos em todo o Estado. O sistema AlertaRio, da Prefeitura do Rio de Janeiro, colocou toda a capital em alerta máximo para chuva forte nas próximas horas.

Segundo a prefeitura, há grande chance de deslizamentos e alagamentos generalizados em razão da chuva prevista para o final da tarde. Até o momento, 101 pessoas foram resgatadas com vida e encaminhadas a hospitais da região. As buscas aos desaparecidos continuam, mas o número ainda não foi confirmado.

Foram 35 mortes no Rio de Janeiro e 35 feridos resgatados, 41 mortes em Niterói, e o restante nos municípios de Petrópolis, na região serrana, São Gonçalo (9 mortes e 16 feridos), região metropolitana, Nilópolis (1 morte e 3 feridos), Paracambi (1 morte), na Baixada Fluminense, e Petrópolis (1 morte e 5 feridos). 

Pelo menos quatro unidades do Corpo de Bombeiros atendem ocorrências de deslizamentos no bairro de Santa Teresa, zona sul, no final da tarde. Também pode haver mais vítimas em Niterói e Jacaré, informou a corporação.

"Provavelmente, haverá mais óbitos, já que há vários pontos de deslizamentos que ainda estão sendo atendidos, principalmente na região de Niterói. A situação está grave no bairro de Santa Teresa, onde resgatamos quinze corpos. A concentração de chuva que caiu na segunda-feira é anormal. Choveu em doze horas o que chove em um mês. É importante que as pessoas não saiam de suas casas para facilitar a locomoção do nosso socorro", disse o secretário de Defesa Civil, Sérgio Cortês, em entrevista ao RJTV.

"O perigo do alagamento é enorme. Você não consegue enxergar um bueiro destampado ou algo que esteja no chão e possa causar ferimentos. Por isso, recomendamos que as pessoas não tentem passar por locais alagados. A força da água é enorme. Durante toda a madrugada, a Defesa Civil Municipal e o efetivo do Corpo de Bombeiros atuaram em Vila Isabel, Tijuca e Andaraí. Vamos continuar o socorro", completou. 

O drama de quem ficou preso com a chuva

Os deslizamentos de terra, que provocaram as mortes, foram registrados em diversos pontos do Rio de Janeiro. Sabe-se que houve desabamentos no Andaraí, no morro do Borel (Tijuca), em Santa Tereza, no morro dos Macacos (Vila Isabel), no morro do Turano (zona norte), em Petrópolis e em Niterói.

Os bombeiros também atuam na rua Gomes Lopes, na região de Rio Comprido, onde um desabamento atingiu três casas e pode ter soterrado de 15 a 20 pessoas. Em Taquara, em Jacarepaguá, três residências também foram atingidas por deslizamentos de terra. Segundo os bombeiros, a lama e a chuva atrapalham o resgate de pelo menos 11 pessoas que estariam soterradas no local. Outro desabamento na estrada do Sumaré deixou dois desaparecidos.

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), confirmou que vai decretar estado de emergência no Estado devido ao temporal.

Alagamentos, deslizamentos, queda de energia e caos no trânsito e no sistema de transporte tornam complicada a vida de quem mora no Estado. Por isso, o prefeito da capital, Eduardo Paes, pediu na manhã desta terça-feira (6), em entrevista à TV Globo, que a população não saia de casa até que a situação melhore. "Queremos agora é preservar vidas. As pessoas devem ficar em casa. É um risco inaceitável. Se as pessoas saírem de casa vão correr risco e atrapalhar ainda mais esta situação atípica e inesperada", disse.

Devido aos temporais, as aulas da rede municipal, estadual e particular, além das universidades, estão suspensas nesta terça-feira na cidade do Rio. Em entrevista à TV Bandeirantes, Paes afirmou que a "situação é de absoluto caos. Todas as vias importantes estão interrompidas." Ele ressaltou ainda que "é um risco as pessoas tentarem passar [por alagamentos]".

O prefeito confirmou uma série de deslizamentos de terra na avenida Niemeyer, umas das vias que liga a Barra à zona sul. Não há tráfego no local. Segundo Paes, o Rio tem também dez domicílios em áreas de risco e a Lagoa Rodrigo de Freitas está com 1,4 metro, três vezes o volume normal.

Ele, no entanto, eximiu a responsabilidade da prefeitura e culpou exclusivamente o excesso de chuva pelo caos instalado na capital fluminense. De acordo com ele, na história recente da cidade nunca houve uma chuva como a das últimas 24 horas. Já Cabral culpou a ocupação irregular de favelas pelo tragédia.

 

Veja no mapa as cidades que enfrentaram problemas por conta da chuva

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*Com informações de André Naddeo, no Rio de Janeiro.

 

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