Rio de Janeiro sai do estado de alerta máximo devido às chuvas

Do UOL Notícias

Em São Paulo

O sistema AlertaRio, da Prefeitura do Rio, colocou toda a capital em estado de atenção para novos deslizamentos e alagamentos generalizados e retirou a cidade do alerta máximo. O número de mortos devido às chuvas que atingem o Rio de Janeiro desde o final da tarde desta segunda-feira chega a 96, segundo o último levantamento da Defesa Civil Estadual.

O estado de atenção indica chuvas moderadas nas próximas horas. Até o momento, 101 pessoas foram resgatadas com vida e encaminhadas a hospitais da região. A prefeitura confirmou que ainda há quatro desaparecidos em Santa Maria, região de Taquará.

Foram 35 mortes no Rio de Janeiro (sendo 14 mortos no morro dos Prazeres, 5 no dos Macacos e 5 no Turano) e 35 feridos resgatados; 49 mortes em Niterói, e o restante nos municípios de Petrópolis (1 morte e 5 feridos), na região serrana, São Gonçalo (9 mortes e 16 feridos), região metropolitana, Nilópolis (1 morte e 3 feridos) e Paracambi (1 morte), na Baixada Fluminense.

Os deslizamentos de terra foram registrados em diversos pontos da capital do Estado e também causaram mortes em Santa Maria, Borel, Recreio, Ladeira dos Guararapes, Ilha do Governador e Andaraí.

Pelo menos quatro unidades do Corpo de Bombeiros atendem ocorrências de deslizamentos no bairro de Santa Teresa, zona sul. Também pode haver mais vítimas em Niterói e Jacaré, informou a corporação.

O drama de quem ficou preso com a chuva

Em entrevista coletiva no começo da noite desta terça-feira (6), o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), anunciou que as escolas estarão fechadas nesta quarta-feira (7) devido aos estragos causados. O intuito do cancelamento é evitar o deslocamento de pessoas amanhã. Mais de 1.410 estão desalojados e desabrigados.

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), confirmou que vai decretar estado de emergência no Estado devido ao temporal. O prefeito confirmou uma série de deslizamentos de terra na avenida Niemeyer, umas das vias que liga a Barra à zona sul. Não há tráfego no local. Segundo Paes, o Rio tem também dez domicílios em áreas de risco e a Lagoa Rodrigo de Freitas está com 1,4 metro, três vezes o volume normal.

Paes, no entanto, eximiu a responsabilidade da prefeitura e culpou exclusivamente o excesso de chuva pelo caos instalado na capital fluminense. De acordo com ele, na história recente da cidade nunca houve uma chuva como a das últimas 24 horas. Já Cabral culpou a ocupação irregular de favelas pelo tragédia. 

Veja no mapa as cidades que enfrentaram problemas por conta da chuva

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*Com informações de André Naddeo, no Rio de Janeiro.

 

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