Mortes passam de 140 em razão das chuvas no Rio; mais de 11 mil estão desalojados

Do UOL Notícias*

Em São Paulo

Atualizada às 21h40

O número de mortos devido às chuvas que atingem o Rio de Janeiro desde o final da tarde desta segunda-feira (5) chegou a 145 na noite desta quarta-feira (7), segundo levantamento do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil Estadual.

Do total, 79 mortes ocorreram em Niterói, 46 na cidade do Rio, 16 em São Gonçalo, uma em Nilópolis, uma na região de Paracambi, uma em Petrópolis e uma em Magé.  Os bombeiros ainda procuram desaparecidos em dois locais de Santa Teresa e em 16 pontos de Niterói.

Apesar da diminuição do volume de chuvas, o solo continua encharcado e os bombeiros trabalham em áreas de bastante instabilidade. "O trabalho tem que ser feito com muita cautela", disse um porta-voz do Corpo de Bombeiros.

Desabrigados
A Coordenação da Defesa Civil do Estado divulgou nesta quarta que o número de desabrigados nas cidades mais atingidas pelas chuvas dos últimos dias no Estado é 3.262, enquanto que o total de desalojados é 11.439. A prefeitura já interditou 180 imóveis em situação de risco.

Os dados são referentes às cidades de São Gonçalo (com 2.632 desabrigados e 9.026 desalojados), Araruama (170 desabrigados e 100 desalojados), Itaboraí (397 desabrigados e 1182 desalojados), Duque de Caxias (300 desabrigados e 45 desalojados), Tanguá (46 desabrigados e 120 desalojados), Petrópolis (7 desabrigados e 20 desalojados), Maricá (10 desabrigados e 856 desalojados ), Iguaba Grande (15 desalojados), Rio Bonito (14 desalojados), Magé (34 desalojados) e Saquarema (72 desalojados). Rio de Janeiro, Niterói e Duque de Caxias divulgaram que contam, respectivamente, com 1.972, 2.732 e 300 pessoas em abrigos.

A cidade permanece em estado de atenção, apesar de a chuva ter diminuído. A previsão é de que o tempo continue instável até o final da semana, portanto o risco de deslizamento permanece em várias regiões da cidade.

A prefeitura pede que as pessoas que moram em áreas de risco que procurem um local seguro, como casa de parentes ou abrigos municipais.

Números de emergência
Desde as 17h de segunda-feira até o meio-dia desta quarta, a Defesa Civil já recebeu mais de 800 ocorrências, a maior parte relacionada a desabamentos de imóveis, rachaduras, deslizamentos de barreiras e quedas de muros. Até o momento, pelo menos 180 imóveis foram interditados.

O Corpo de Bombeiros montou um esquema especial para funcionamento do serviço, que está atendendo pelos telefones (21) 2333-9240, 2333-9241, 2333-9221, 2333-9225, 2333-9226, 2333-9215 e pelo celular 8596-9769.

Nas últimas 24 horas, o 190 recebeu 27 mil chamadas. O 192 do Samu-Rio voltou a funcionar à tarde após ter sido suspenso em função de um princípio de incêndio no prédio onde funciona o serviço, em Copacabana.

O início de fogo foi provocado por um curto circuito no andar térreo do edifício e não chegou a atingir a central de chamadas do Samu-Rio, porém como a energia elétrica do prédio foi cortada, o serviço ficou inoperante.

Escolas reabrem
A Secretaria de Estado de Educação informou que a partir desta quinta-feira (8), as aulas nas escolas da rede estadual voltarão a sua rotina normal.

A medida que determinou o fechamento das unidades foi preventiva e teve como principal objetivo preservar alunos, professores e diretores de possíveis danos ocasionados pela chuva incessante.

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, afirmou que a chuva foi a maior já registrada na cidade. Em menos de 24 horas, foram 288 milímetros de precipitação (cada milímetro equivale a um litro de água por metro quadrado). Em 1966, choveu 245 milímetros em 24 horas --na ocasião, a chuva histórica destruiu a cidade.

"Foi o maior volume de chuvas relacionadas a enchentes já registrado em nossa cidade. Tivemos a chuva forte somada à maré alta e ressaca, o que agravou a situação. Para se ter uma ideia, o nível da lagoa Rodrigo de Freitas que normalmente é de 50 centímetros foi a 1,40 metro. É claro que ninguém nega que existam deficiências e problemas estruturais, mas não há galeria pluvial limpa que segure este volume de água", disse Paes.

Já o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), culpou a ocupação irregular de favelas pela tragédia. Ele confirmou que vai decretar estado de emergência no Estado devido ao temporal.

*Com informações da Folha Online e BBC Brasil

Veja no mapa as cidades que enfrentaram problemas por conta da chuva:

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