Resgate em Niterói é feito por meio de máquinas; local já foi aterro sanitário

Do UOL Notícias*
Em São Paulo

Por conta das chuvas, a situação na cidade de Niterói, região metropolitana do Rio, é crítica. Após o deslizamento de ontem à noite no morro do Bumba, um contingente de 150 homens do Corpo de Bombeiros e cerca de 40 da Força Nacional de Segurança trabalha nos esforços de resgate. Seis corpos já foram encontrados e cerca de 30 feridos foram resgatados. Em todo o Estado, 153 pessoas morreram em consequência das chuvas, segundo o último balanço do Corpo de Bombeiros.

 

A estimativa é de que foram deslocados 600 metros quadrados de terra no morro do Bumba, onde existiam cerca de 50 casas. O número de pessoas que estavam no local no momento do deslizamento ainda é incerto, mas autoridades chegaram a afirmar que podem passar de 200.

As equipes de resgate usam três retroescavadeiras e uma pá mecânica para retirar a terra e o lixo do local, que já foi um aterro sanitário. De acordo com a assessoria dos bombeiros, as buscas manuais no morro foram interrompidas devido ao risco de contaminação. Os trabalhos manuais devem ser retomados após a chegada de material especializado.

Os mortos na cidade já somam 85 desde segunda-feira (5), e esse número tende a aumentar com o passar do tempo e as remotas chances de se encontrar sobreviventes. Além de residências, foram soterrados estabelecimentos comerciais, creches e igrejas.

"Foi uma tragédia grave, e os trabalhos são intensos lá. Infelizmente há relatos de mais corpos", disse o sargento Eduardo, do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro.

"Gostaria de ser solidário ao povo de Niterói, que vive uma grande tragédia, e isso serve para reforçar o meu apelo para que as pessoas deixem áreas de encosta e de risco, porque ali era uma área com essas características", disse o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes.

O temporal que provocou tragédia no Estado do Rio teve início no final da tarde de segunda-feira e levou o caos à capital e à região metropolitana, que praticamente pararam na terça-feira. Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), somente na terça-feira choveu mais do que o esperado para todo o mês de abril na região.

Das 153 mortes contabilizadas até o momento no Estado, 85 foram em Niterói, 48 no Rio, 16 em São Gonçalo, uma em Nilópolis, uma em Engenheiro Paulo de Frontin (região de Paracambi), uma em Petrópolis e uma em Magé. A maioria das mortes aconteceu em regiões de encostas e áreas de risco.

Histórico de Niterói
O município de Niterói teve diversas ruas alagadas ou interditadas por causa das chuvas dos últimos quatro dias. Encostas desabaram e fizeram vítimas em toda a cidade, inclusive em áreas nobres, como o bairro de São Francisco. O prefeito Jorge Roberto da Silveira decretou luto oficial de sete dias, a partir desta terça (6).

Silveira disse que precisará de pelo menos R$ 14 milhões para recuperar os prejuízos e retirar cerca de 320 famílias de áreas de risco. A Defesa Civil municipal contabiliza pelo menos 150 áreas da cidade em situação de emergência, em virtude do perigo de novos deslizamentos.

Apesar da diminuição do volume de chuvas, o solo continua encharcado e os bombeiros trabalham em áreas de bastante instabilidade. "O trabalho tem que ser feito com muita cautela", disse um porta-voz do Corpo de Bombeiros.

*Com Folha Online e agências

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