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Intervenção no Distrito Federal será decidida pelo próximo presidente do STF

Lourenço Canuto<br>Da Agência Brasil<br>Em Brasília

09/04/2010 15h34

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, afirmou hoje (9), em entrevista, contrariando declaração que fizera anteriormente, que "não haverá tempo" em sua gestão, que se encerra no dia 23 de abril, de tomar uma decisão em torno do pedido de intervenção federal no Distrito Federal, feito pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel.

Gilmar Mendes acrescentou que a questão, de qualquer forma, "estará em boas mãos", se referindo ao ministro Cezar Peluso, que vai assumir a presidência da Corte, e que ficará encarregado de tomar a decisão.

Gurgel, por sua vez, disse no STF, hoje pela manhã, que ainda está trabalhando no segundo pedido de informações que Gilmar Mendes fez sobre o pedido de intervenção federal no DF. Ao falar sobre a expectativa em torno da soltura do ex-governador José Roberto Arruda, que está preso na Polícia Federal (PF), o procurador opinou que "a situação no DF ainda é grave", mas que o Judiciário "não tem intenção de manter Arruda preso indefinidamente".

Para o procurador, a decisão de Arruda de ficar calado durante depoimento na PF pesou negativamente contra ele. Na ocasião, o ex-governador alegou que não iria responder a perguntas, atendendo a conselho de seu advogado.

Roberto Gurgel informou que ainda está estudando documentos que recebeu da PF sobre a Operação Caixa de Pandora, a propósito do segundo pedido de informações de Mendes. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) deverá apreciar na próxima segunda-feira (12) o pedido de relaxamento da prisão formulado pela defesa do ex-governador.

As investigações da PF desencadearam uma crise sem precedentes no governo do Distrito Federal, com a constatação de irregularidades em contratos e movimentação de dinheiro, entre políticos, proveniente de empresas prestadoras de serviço, a título de propina, sob o comando do ex-governador.

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