Advogado de Arruda acredita em julgamento "menos emocional" no STJ

Camila Campanerut
UOL Notícias
Em Brasília

O advogado do ex-governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM), Nélio Machado, afirmou nesta segunda-feira (12) que está convencido de que a Justiça deva dar um parecer favorável à liberdade ou prisão domiciliar de seu cliente. “As situações dos pedidos anteriores são diferentes desta. A prisão de Arruda foi feita sob regime de comoção. Acredito que teremos um julgamento menos emocional”, avalia Machado.

A Corte Especial do STJ (Superior Tribunal de Justiça) julga nesta tarde o pedido de revogação da prisão de José Roberto Arruda. A defesa do ex-governador entrou com requerimento para que o pedido fosse julgado na última semana, mas a matéria entrou na pauta apenas hoje.

“O que estou pedindo é muito justo. É que devolvam a liberdade para que ele [Arruda] possa se defender, direito que até agora não lhe foi concedido”, disse Machado.

O STJ já recebeu o relatório das investigações e dos depoimentos feitos pela Polícia Federal e um novo parecer do Procuradoria Geral da República (PGR), contrário à liberdade de Arruda.

O documento, assinado pela subprocuradora-geral da República, Raquel Elias Ferreira Dodge, reitera o parecer anterior e esclarece que José Roberto Arruda pede novamente a revogação de sua prisão preventiva alegando apenas o “agravamento de seu estado de saúde”. Para a subprocuradora, não há novidades no estado de saúde dele que justifiquem a saída da prisão.

O ex-governador sofre de diabetes, hipertensão, depressão e, recentemente, identificou-se um obstrução em uma das artérias do coração, o que o levou a ser submetido a uma série de exames dentro e fora da PF. 

Apesar do agravamento das doenças, o cardiologista dele Brasil Caiado não indicou necessidade de hospitalização nem risco de morrer, caso permanecesse preso, uma vez que ele tem acompanhamento médico frequente e faz uso de medicamentos.

 

Arruda está preso desde 11 de fevereiro na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, sob acusação de tentativa de suborno de uma das testemunhas do inquérito da Polícia Federal que investiga o esquema de pagamento de propina a servidores e prestadores de serviço do governo do Distrito Federal.

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