Bolsa Família chega mais cedo para moradores das cidades mais afetadas pela chuva no Rio

Luiz Augusto Gollo
DaAgência Brasil

No Rio de Janeiro

As mais de 220 mil famílias de Niterói, São Gonçalo e do Rio de Janeiro cadastradas no programa Bolsa Família poderão receber o benefício na próxima sexta-feira (16) nas agências da Caixa Econômica Federal onde fazem seus saques mensais.

A antecipação de uma semana no pagamento foi anunciada pela ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Márcia Lopes, que visitou hoje (12) algumas áreas prejudicadas pelos temporais que atingiram a região nos últimos dias. A ministra esteve inclusive no Morro do Bumba, em Niterói, onde um deslizamento soterrou dezenas de casas na semana passada, provocando a morte de 37 pessoas. Cerca de 50 ainda estão desaparecidas. 

A cobertura do Bolsa Família abrange 165 mil famílias no Rio, ao custo de R$ 14,9 milhões, 42 mil em São Gonçalo, no total de R$ 3,6 milhões, e 13,3 mil em Niterói, com R$ 1,2 milhão. Os benefícios variam entre R$ 20 e R$ 200.

Márcia Lopes anunciou também para os próximos dias o começo da distribuição entre os desabrigados de 650 toneladas de grãos e farináceos doados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O feijão já está nos armazéns da empresa no Rio, o leite e a farinha de mandioca vêm de São Paulo, o arroz, do Rio Grande do Sul e o açúcar, de Pernambuco.

Outras ações emergenciais anunciadas na semana passada ainda dependem de medidas burocráticas, como a liberação do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) até o valor máximo de R$ 4.600 para trabalhadores vítimas das chuvas. A proposta do ministro do Trabalho, Carlos Luppi, deve ser aprovada na reunião semanal do Conselho Curador do FGTS.

A prefeituras de Niterói informou que já está cadastrando as vítimas de desabamentos e deslizamentos, em mais de 50 postos instalados nas áreas atingidas, regiões administrativas e em escolas da rede pública. A prefeitura de São Gonçalo aguarda instruções do ministério e a do Rio de Janeiro informou que os beneficiados irão diretamente à Caixa Econômica.

Já o programa Pró-Moradia Emergencial, também proposto por Luppi, deverá destinar R$ 1 bilhão do FGTS para uma linha de crédito especial de financiamento da casa própria a ser gerida pelos municípios em estado de emergência ou calamidade, com prazo de pagamento de 30 anos e juros de 3% ao ano.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos