CPI vai ouvir juiz que liberou suspeito de matar jovens em Luziânia (GO)

Luiz Felipe Fernandes

Especial para o UOL Notícias
Em Goiânia

O juiz Luiz Carlos de Miranda, da Vara de Execuções Penais do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, será convocado pela CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Pedofilia para esclarecer os motivos que o levaram a conceder progressão de regime a Admar de Jesus, 40, assassino confesso de seis jovens em Luziânia (GO).

Os senadores Magno Malta (PR-ES) e Demóstenes Torres (DEM-GO), respectivamente presidente e relator da CPI, querem saber por que o laudo recomendando tratamento psiquiátrico foi supostamente ignorado pelo juiz. Admar de Jesus, 40, condenado a 15 anos de prisão, cumpriu apenas quatro anos em regime fechado e foi liberado no dia 23 de dezembro.

Em nota divulgada na página do TJ-DF, o juiz esclarece que a progressão de pena foi feita com base em dois laudos, de maio de 2009. Um deles diz que Admar “sempre se apresentou com polidez e coerência de pensamento” e o outro, que o suspeito “não demonstra possuir doença mental, nem necessitar de medicação controlada”.

Ainda segundo o que afirma em nota a Vara de Execuções Penais, caberia ao psicólogo do sistema prisional uma nova avaliação para que o acompanhamento continuasse. “Infelizmente, não há como antever que certos condenados agraciados com benefícios externos (...) irão cometer atos tão graves”, encerra a nota.

Contradição
Ouvido durante mais de duas horas pelos senadores, Admar continuou dando versões contraditórias e respostas evasivas a respeito dos crimes. Para Malta, “trata-se de um serial killer frio e que cria uma história muito particular”. Numa das declarações, o pedreiro chegou a dizer que enterrou as vítimas nuas para facilitar na decomposição dos corpos.

“Ele mente muito e não consegue contar uma versão coerente”, reforça Demóstenes. O senador, que também preside a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), disse que solicitou à polícia e ao Ministério Público da Bahia uma investigação detalhada sobre a morte da mulher de Admar. Há suspeita de que ela tenha sido assassinada a garrafadas pelo companheiro, durante um ritual no interior daquele Estado.

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