TRT considera ilegal paralisação de rodoviários no Rio

Daniel Milazzo

Especial para o UOL Notícias
No Rio de Janeiro

A corregedora do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) da 1ª Região, desembargadora Maria de Lourdes Salaberry, considerou ilegal nesta segunda-feira (12) a paralisação de rodoviários que ocorreu hoje no Rio de Janeiro.

Prefeitura do Rio de Janeiro recomenda trens como alternativa durante greve

Segundo o TRT, “[a paralisação] não foi gerada pelo representante geral da categoria dos trabalhadores, salvo prova em contrário”. O pedido foi apresentado pelo Rio Ônibus (Sindicato das Empresas de Ônibus da Cidade do Rio de Janeiro) no início da tarde. O Sindicato Municipal dos Rodoviários também não reconheceu a paralisação.

O TRT determinou que “cada empregado que aderir à paralisação responda individualmente perante seu empregador”. Uma nova audiência foi marcada para esta terça (13).

Desde a manhã desta segunda, a circulação de ônibus esteve prejudicada na cidade. De acordo com a Secretaria Municipal de Transportes (SMTR), somente na zona oeste – região mais prejudicada com a paralisação – cerca de 120 mil pessoas foram afetadas. Pelo menos dez empresas foram impedidas parcial ou totalmente de colocar seus carros na rua. Nenhum veículo das empresas Jabour, Pégaso e Real Auto Ônibus circulou, segundo o Rio Ônibus.

Circulação na zona oeste continua prejudicada
José Antônio Lopes, coordenador municipal de Transportes da região, afirma que a situação na zona oeste somente será normalizada à noite ou na manhã desta terça. “A circulação dos ônibus em Bangu foi praticamente normalizada. Mas, em Campo Grande e Santa Cruz, a situação ainda é bastante precária”, disse.

O coordenador recomenda que a população busque transportes alternativos para chegar em casa, como os trens urbanos da SuperVia ou o transporte complementar, como vans. Ainda segundo o coordenador, 29 veículos foram danificados durante o dia.

A SuperVia, empresa responsável pela malha de trens urbanos na região metropolitana do Rio de Janeiro, realizará viagens extras nas linhas Campo Grande, Santa Cruz e Bangu, de acordo com a demanda.

O prefeito Eduardo Paes (PMDB) determinou que as empresas retomem imediatamente as atividades normais, defendendo que não há motivo para paralisações, já que um reajuste de 5% foi estabelecido por meio de acordo coletivo de toda a categoria dos rodoviários.

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