Bombeiros confirmam 249 mortes por conta das chuvas no RJ

Do UOL Notícias*
Em São Paulo

Atualizada às 18h39

Outros dois corpos foram retirados do morro do Bumba, em Niterói (RJ), na tarde desta terça-feira (13). Mais cedo, foram mais 15. Com isso, subiu para 249 o número de mortes confirmadas em todo o Estado do Rio de Janeiro-- 164 mortes em Niterói, 65 no Rio, 16 em São Gonçalo, uma em Petrópolis, uma em Nilópolis, uma em Paracambi e uma em Magé, segundo o último balanço divulgado pelo Corpo de Bombeiros. O número de vítimas, entre mortos e feridos, chega a 410.

Os bombeiros informaram ainda que não há previsão para que as buscas sejam encerradas no morro do Bumba, onde na noite da última quarta-feira (7) ocorreu um deslizamento de terra, que matou dezenas de pessoas. Segundo eles, o trabalho está baseado no relato de moradores e não dá para saber ao certo quantas pessoas estão soterradas na área. De acordo com a Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado do Rio de Janeiro (Arpenrj), pelo menos 40 pessoas ainda estão desaparecidas no local. 

O presidente da Apenrj, Cláudio Almeida, informou que foram cruzadas as listas dos mortos já identificados e as informações dos vizinhos e parentes sobre desaparecidos, além das de um cadastro que havia do Programa de Saúde da Família (PSF) da prefeitura de Niterói, com o nome dos moradores de cada residência.

Assistência jurídica
A Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro informou nesta terça-feira (13) que grupos formados por defensores públicos, estagiários e funcionários de apoio darão atendimento jurídico às pessoas desabrigadas que ainda se encontram nas comunidades afetadas por desabamentos.

Segundo a assessoria de imprensa da Defensoria Pública, nesta quarta-feira (14) haverá atendimento na comunidade Sítio da Amizade, na Cidade de Deus, a partir das 11h; no morro dos Prazeres, os moradores serão atendidos a partir das 16h.

Na sexta-feira (16), 50 famílias do morro dos Macacos - avenida Vinte e Oito de Setembro 406, sala 2, Vila Isabel , serão atendidas das 13h30 às 18h.

O órgão também está recebendo doações na Fundação Escola Superior da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro - avenida Marechal Câmara 314, 4º andar. As doações podem ser feitas de segunda a sábado. Confira outros locais onde doar .

Desabrigados e desalojados

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil, a cidade do Rio ainda tem cerca de 5.000 desalojados e desabrigados distribuídos em 64 abrigos da prefeitura. Em Niterói, são quase 7.000 pessoas abrigadas 100 pontos providenciados pelo governo municipal para receber as vítimas da chuva.

A Prefeitura de Niterói informou que as escolas municipais transformadas em abrigos provisórios tiveram o retorno às aulas adiado para a próxima segunda-feira (19).

Também já foram apontados 130 pontos de deslizamentos na cidade e a necessidade de remoção de mil casas em área de risco. A partir de hoje serão postas mais equipes nas ruas para que o levantamento seja concluído o mais breve possível.

O processo de remoção dessas famílias começou pela comunidade da estrada da Cachoeira. Em seguida, acontecerá em morro do Estado e na comunidade Chapa Quente, na subida da Caixa D’Água.

As pessoas estão sendo encaminhadas para abrigos provisórios ou para a casa de parentes. A prefeitura está transportando ainda os bens destas famílias, quando dentro dos limites da cidade.

A secretaria de Assistência Social  de Niterói também deu início ao cadastro para o “aluguel social”, no valor de R$ 400, segundo a assessoria de imprensa da prefeitura. Até o momento, três mil foram cadastradas.

Já a Prefeitura do Rio de Janeiro informou ontem que vai arcar com as despesas da compra de imóveis para as cerca de 3.700 famílias que moram em áreas de risco na cidade e que terão de ser reassentadas.

Segundo o prefeito Eduardo Paes, essas famílias deverão ser realocadas em unidades habitacionais construídas pelo Programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal, mas custeadas pelo município.

As 3.700 famílias moram em nove favelas cariocas. A maior parte das remoções já previstas ocorrerá no morro dos Prazeres, na zona norte da cidade, onde dezenas de pessoas morreram soterradas durante as chuvas da semana passada. Cerca de mil famílias serão retiradas desta área. 

Enquanto as unidades habitacionais estão sendo construídas, as famílias receberão um aluguel social no valor de R$ 400, pago pela prefeitura do Rio.

Hospital em São Gonçalo
O hospital de campanha do Exército montado em Jardim Catarina, em São Gonçalo, atendeu a mais de 200 pessoas nas primeiras 24 horas. O bairro foi um dos mais afetados por alagamentos no município.

Segundo a major do Exército Simone Moura, muitas pessoas estão procurando a unidade por causa de problemas de pele e respiratórios, diarreia, vômitos e gripe. Pelo menos três casos suspeitos de leptospirose foram registrados na unidade, montada em contêineres e tendas.

“Qualquer pessoa pode procurar o hospital de campanha, que está à disposição, com atendimento de excelência em pediatria e clínica médica para todos os moradores da região do Jardim Catarina. Mas também atendemos moradores de outros locais que precisarem”, disse a major.

Veja as cidades do Rio de Janeiro que registraram mortes

 

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