Niterói adia volta às aulas em escolas municipais usadas como abrigo

Do UOL Notícias*
Em São Paulo

As escolas municipais transformadas em abrigos provisórios pela Prefeitura de Niterói tiveram o retorno às aulas adiado para a próxima segunda-feira (19). Após os desmoronamentos causados pelo forte temporal que atingiu o Estado do Rio de Janeiro na semana passada, milhares de pessoas ficaram desabrigadas. Em Niterói, onde os estragos foram maiores, a prefeitura organizou 100 abrigos provisórios, entre escolas municipais, igrejas, creches, para receber quase 7.000 pessoas.

De acordo com a assessoria de imprensa da prefeitura, as famílias abrigadas nesse locais serão beneficiadas pelo Aluguel Social. O programa, integrado com o governo do Estado, prevê o pagamento mensal de moradias provisórias para as pessoas cadastradas, até que sejam contempladas com casas próprias do programa do governo federal Minha Casa, Minha Vida.

Ainda segundo a prefeitura, já foram apontados 130 pontos de deslizamentos na cidade e a necessidade de remoção de mil casas em área de risco. A partir de hoje serão postas mais equipes nas ruas para que o levantamento seja concluído o mais breve possível.

O processo de remoção dessas famílias começou pela comunidade da estrada da Cachoeira. Em seguida, acontecerá em morro do Estado e na comunidade Chapa Quente, na subida da Caixa D’Água.

As pessoas estão sendo encaminhadas para abrigos provisórios ou para a casa de parentes. A prefeitura está transportando ainda os bens destas famílias, quando dentro dos limites da cidade. 

Segundo a Defesa Civil, 11 mil pessoas ficaram desabrigadas e mais 60 mil tiveram que deixar suas casas localizadas em áreas de risco. O órgão estima que cerca de 50 pessoas ainda estejam soterradas no morro do Bumba, em Niterói.

Os abrigos provisórios da prefeitura estão instalados em diversos bairros de Santa Rosa, Gragoatá, Ingá, do Cubango, do Fonseca, de Charitas. O posto oficial de arrecadação de donativos fica no Clube Canto do Rio, onde já foram reunidas 40 toneladas. Mas há mais de 100 locais formando uma rede de recepção de alimentos, roupas, rações de animais e produtos de higiene pessoal na cidade.

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* Com informações da Agência Brasil
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