Rio-Santos é parcialmente liberada; pedra será implodida amanhã

Do UOL Notícias
Em São Paulo

A rodovia Rio-Santos foi parcialmente liberada por volta de 13h50 desta terça-feira, depois de ter sido totalmente interditada na região de Mangaratiba, no litoral sul fluminense. Por volta de 1h30 desta terça-feira (13) houve um deslizamento de pedras de médio e grande porte, que obstruiu a via na altura do quilômetro 455. Ninguém ficou ferido.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal, técnicos conseguiram remover algumas pedras menores para liberar o tráfego, mas a pedra maior, de 80 toneladas, será implodida às 12h desta quarta-feira. No momento, a rodovia funciona no sistema siga e pare pelo sentido Rio.

A orientação é para que os motoristas evitem a região. Foi montado um desvio por dentro do condomínio Portogalo, mas apenas para serviços de emergência e primeira necessidade. Para chegar a São Paulo a partir do Rio, a opção é pegar a rodovia Presidente Dutra até o município de Lídice e depois retornar para a Rio-Santos.

O local da interdição na Rio-Santos

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A Polícia Rodoviária informou ainda que há outros pontos com problemas no Estado. São eles:

- Rodovia Rio-Santos na altura do km 477 parcialmente bloqueada por conta da queda de uma barreira.

Saiba mais

Para o especialista em geologia de engenharia, geotecnia e meio ambiente Álvaro Rodrigues dos Santos, a repetição ao longo dos anos de incidentes do gênero reflete uma histórica falta de monitoramento e manutenção das encostas pelo poder público, que, segundo ele, são essenciais para detectar problemas e hoje são atividades "completamente abandonadas" pelos governos.

- BR-040 (Washington Luís) tem pontos de interdição: no sentido Juiz de Fora (MG), nos km 95 e 92, em Petrópolis, e no sentido Rio de Janeiro, nos km 78 e 84.

- BR-116 (Rio-Teresópolis) tem obras de recuperação de uma ponte e trabalha no sistema pare e siga na altura do km 92.

- BR-354, que liga Barra Mansa (RJ) a Caxambu (MG), tem interdições parciais no km 2 e 25, onde o asfalto cedeu. A recomendação é de que apenas veículos leves trafeguem por ali.

Até o momento, não foram registrados pontos de lentidão em nenhuma das áreas com interdição.

Rodovia problemática
Entre o final do ano passado e o começo deste ano, a rodovia Rio-Santos registrou uma série de incidentes relacionados à chuva, como quedas de barreira e deslizamentos de pedras. Por diversas vezes, a estrada precisou ser fechada.

A PRF afirmou que a região é conhecida por seu relevo instável. Mesmo assim, o engenheiro do Dnit, Wanderson Lopes da Silva, afirmou em fevereiro deste ano que a rodovia estava preparada para enfrentar as chuvas de verão.

De acordo com ele, não havia risco de queda de barreira porque estava sendo feito um trabalho de retirada de porções de terra que se mantinham instáveis no alto dos morros às margens da rodovia. Segundo o engenheiro, pelo menos 30 pontos de deslizamentos foram identificados depois das chuvas de virada de ano.

Em entrevista ao UOL Notícias, o especialista em geologia de engenharia, geotecnia e meio ambiente Álvaro Rodrigues dos Santos, afirmou que a repetição ao longo dos anos de incidentes do gênero reflete uma histórica falta de monitoramento e manutenção das encostas pelo poder público.

O monitoramento e a manutenção das encostas, explicou ele, são essenciais para detectar problemas e hoje são atividades "completamente abandonadas" pelos governos.

A Rio-Santos é a principal via de ligação entre a cidade do Rio de Janeiro e a chamada Costa Verde, no litoral sul do estado, onde ficam as cidades de Angra dos Reis, Paraty e Mangaratiba, e também entre o Rio e o litoral norte de São Paulo.

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