Polícia investiga envolvimento de estuprador de Luziânia (GO) em mortes na BA

Luiz Felipe Fernandes
Especial para o UOL Notícias

Em Goiânia

Uma tentativa de homicídio e o envolvimento na morte da mulher podem tornar ainda mais extensa a ficha criminal de Adimar de Jesus, 40, assassino confesso de seis jovens em Luziânia (GO). O delegado Juracy José Pereira, da Polícia Civil de Goiás, solicitou ao Ministério Público e à polícia da Bahia um levantamento dos crimes nos quais o acusado pode estar envolvido enquanto morou na cidade de Serra Dourada, no interior baiano.

De acordo com o delegado, há um mandado de prisão contra o pedreiro expedido em 2000 pela Justiça baiana por tentativa de assassinato. A polícia da Bahia também investiga a participação do pedreiro na morte da mulher. Segundo informações apuradas pela CPI da Pedofilia, a morte aconteceu durante um ritual de magia negra, mas a polícia não confirma. A versão oficial na época é que a mulher suicidou-se por envenenamento. A polícia goiana já solicitou mais detalhes sobre os dois casos.

Adimar continua numa cela isolada da Delegacia de Repressão a Narcóticos, em Goiânia, e ainda não constituiu advogado. Segundo o delegado, não há previsão de transferência para outro presídio.

Em Luziânia, as famílias dos jovens mortos ainda aguardam a liberação dos corpos. Os exames de DNA devem ficar prontos em 10 dias.

Uma varredura foi feita no local onde os corpos dos seis jovens foram achados. “Foi encontrado apenas um par de chinelos, que deve ser de um dos rapazes”, disse o delegado. Ele explicou que, apesar de haver outros jovens desaparecidos na região, é pouco provável que tenham sido vítimas de Adimar.

Visita de oficial da Justiça
Relatórios do Ministério Público do Distrito Federal revelam que o pedreiro recebeu a visita de um oficial de Justiça no dia 20 de janeiro deste ano. A visita tinha como objetivo fiscalizar se Adimar cumpria o regime domiciliar, que exige que o condenado retorne para casa às 21h. Naquele dia, o ex-presidiário estava em casa, embora já tivesse feito quatro vítimas.

Também chama a atenção no processo uma anotação feita pela promotora Maria José Miranda, no dia 14 de janeiro, em que solicita “fiscalização sistemática e reiterada” do acusado. Tal medida, segundo ela, era necessária para resguardar a “dignidade sexual” de adolescentes e jovens da cidade.

Condenado a dez anos e dez meses de prisão, Adimar foi beneficiado com progressão de pena após quatro anos no regime fechado. No dia 23 de dezembro de 2009 ele foi autorizado a cumprir o restante da pena em regime domiciliar. Uma semana depois, fez a primeira vítima.

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