MST invade cinco prefeituras de Alagoas

Carlos Madeiro
Especial para o UOL Notícias

Em Maceió

O MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) invadiu cinco prefeituras no final da manhã desta quinta-feira (15) em Alagoas. As ocupações integradas fazem parte do movimento “Abril Vermelho”. Os trabalhadores apresentam várias pautas locais e reivindicam o “avanço das políticas que atendem assentamentos”. Na segunda-feira, o MST já havia invadido duas fazendas em Traipu e Piranhas.

Foram ocupadas na manhã de quinta-feira as prefeituras de Atalaia, Delmiro Gouveia, Girau do Ponciano, Inhapi e Olho d'Água do Casado. Já durante a tarde, os trabalhadores chegaram a fechar a BR-316, no município de Atalaia, na zona da mata, por cerca de uma hora e meia, mas desobstruíram a rodovia após o prefeito do município, Francisco Luiz de Albuquerque, conhecido como Chio Vigário, aceitar se reunir com eles. O prefeito seria dono de terras invadidas na região, e o MST quer que ele não tente despejar os trabalhadores.

Ainda em Atalaia, o MST cobra da Justiça o fim da “criminalização das lutas sociais”. Eles cobraram investigação para apontar o assassino do líder do movimento Jaelson Melquíades, morto em novembro de 2005.

Ainda no município, os trabalhadores criticam o vice-prefeito, Élvio Brasil, acusado de “se empenhar pessoalmente” no despejo imediato de famílias que ocupam fazendas no município. “Ele faz isso antes mesmo de qualquer ordem de reintegração de posse para intimidar as famílias que buscam seu sustento e um modelo mais coletivo de uso da terra”, acusa o movimento.

No município de Girau do Ponciano, no agreste do Estado, cerca de 350 famílias reivindicam questões ligadas à área social e de infraestrutura, entre elas a oferta de vagas em escolas e construção de postos de saúde para os trabalhadores que moram em assentamentos.

Em Inhapi, no sertão, segundo o MST, os assentados não têm acesso às unidades de saúde nem são inclusos no PSF (Programa de Saúde da Família). Os sem-terra ainda pedem a pavimentação de estradas que dão acesso aos assentamentos.

Em Olho d'Água, também no sertão, 110 famílias chegaram a se reunir com assessores do prefeito Xepa, que avisou não estar em Alagoas. As famílias recusaram uma negociação por telefone com o chefe do Executivo e decidiram aguardar seu retorno ao município.

Já em Delmiro Gouveia, no alto sertão, cerca de 500 trabalhadores tentam uma audiência com o prefeito Luiz Carlos, conhecido como Lula Cabeleira. A pauta não foi informada pelo movimento.

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