Número de mortos pelas chuvas no Rio chega a 253

Arthur Guimarães
Do UOL Notícias
Em São Paulo

O balanço oficial do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro contabilizou nesta quinta-feira (15) mais dois mortos no morro do Bumba, em Niterói, foco de um enorme deslizamento de terra na noite de 7 de abril.

Agora, são 45 os mortos na localidade, aumentando para 167 o número de óbitos causados pelas chuvas no município de Niterói. No total, já são 253 pessoas falecidas e 161 feridas no Estado por conta dos temporais da última semana.

Pelas estimativas das autoridades e de parentes, pelo menos 25 moradores do Bumba ainda devem estar soterrados nos escombros que misturam terra e dejetos do antigo lixão que funcionava antigamente na encosta que veio abaixo.

“Fizemos um cruzamento entre os levantamentos dos Bombeiros, os desaparecidos registrados pelas famílias e as certidões de óbito registradas. Pelas contas, seriam de 25 a 30 pessoas ainda não encontradas”, disse Cláudio Almeida, presidente da Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Rio de Janeiro (Arpen-RJ).

Segundo ele, até o fim da última quarta-feira (14), 48 registros foram realizados no posto do cartório instalado na região. Os homens são maioria entre as vítimas da tragédia: são 27 homens e 21 mulheres entre os mortos- sendo 10 idosos, 24 adultos, 12 crianças e duas pessoas com idade não identificada.

Pelos dados da Defesa Civil Estadual, o número de cidadãos fluminenses fora de casa continua estacionado desde quarta-feira (14). As estatísticas indicam que são 59.852 desalojados (em casa de parentes) e 10.837 desabrigados (gente que precisa ir para abrigos públicos).

Caos
O número de imóveis interditados por risco de desabamento em Niterói ainda é uma incógnita, como informa a Defesa Civil da cidade. “Estamos em uma espécie de caos. Não temos estrutura para atender tanta demanda. Ou atendemos a população ou fazemos esse tipo de balanço das interdições”, explicou Wellington Queiroz, agente do departamento de informações.

Segundo ele, as inspeções estão sendo feitas de duas maneiras: de forma aleatória, pelas equipes da Defesa Civil que estão circulando pelas comunidades atingidas, e ainda via Defensoria Pública, que está na região para atender os moradores que suspeitam de risco em suas moradias. Nesse segundo caso, o cidadão recebe um ofício do defensor público para pedir uma vistoria na Defesa Civil, uma “funil” criado para não tumultuar ainda mais o serviço dos engenheiros que fazem as análises de interdição.
 

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