IML de Goiânia confirma "morte por asfixia" de acusado de assassinatos em Luziânia

Do UOL Notícias*

Em São Paulo

Atualizada às 13h53

O Instituto Médico Legal (IML) de Goiânia (GO) informou nesta segunda-feira (19) que a perícia realizada no corpo do pedreiro Adimar Jesus da Silva constatou “morte por asfixia”. Ele foi encontrado morto na cela onde estava preso na Delegacia de Repressão a Narcóticos (Denarc). O pedreiro era acusado de matar seis jovens em Luziânia, cidade goiana no Entorno do Distrito Federal.

Polícia ouve presos sobre morte de pedreiro

Segundo o corregedor Sidney Costa de Souza, responsável pelas investigações, um dos presos afirmou que chegou a perguntar a Silva se ele pretendia se matar e que ele respondeu que não. Apesar de estarem na mesma carceragem, Admar estava em uma cela separada.

Segundo informações do IML, não havia no corpo do pedreiro marcas de perfuração. Além disso, o exame toxicológico não constatou a ingestão de nenhuma substância. O laudo oficial deve ficar pronto em dez dias e o corpo deve ser liberado para a família em dois ou três dias. Adimar, 40, estava preso desde o dia 11 de abril e foi encontrado morto no domingo (18).

A Corregedoria da Polícia Civil de Goiás investiga a morte do pedreiro, com o acompanhamento do Ministério Público do Estado. Tanto o Ministério Público como a Corregedoria da Polícia Civil terão acesso às imagens das câmeras do circuito interno da Denarc.

As imagens ainda não foram cedidas para a imprensa. Mas, de acordo com a delegada, nelas será possível observar que somente o carcereiro plantonista teve acesso à cela onde Adimar estava. Por volta do meio-dia do domingo, o agente foi até à carceragem entregar o almoço dos presos. “Adimar almoçou normalmente. Ele até repetiu, comeu duas marmitas”, esclarece.

Outro agente esteve de plantão na delegacia durante todo o domingo (18). Segundo a polícia, ele só foi à carceragem quando presos da cela ao lado da que o acusado estava desconfiaram do chuveiro ter ficado ligado por mais de 10 minutos. “Quando os agentes chegaram, Adimar já estava morto”, afirma a delegada.

Renata Cheim, que ficou responsável pela custódia do pedreiro em Goiânia, garante que tomou todas as providências para evitar que ele se matasse. Adimar ficou isolado na cela, sem escova de dente, barbeador e até lençol. “Ele estava realmente decidido a cometer suicídio e, pra isso, poderia usar a água do chuveiro ou a própria roupa do corpo”.

Sobre a possibilidade de vigiar o preso 24 horas por dia, o corregedor da Polícia Civil de Goiás, delegado Sidney Costa e Souza, diz ser impossível ter à disposição um agente ou mesmo um psicólogo ou assistente social para evitar o suicídio. Além disso, o comportamento de Adimar era considerado tranquilo.

A Corregedoria solicitou ao Instituto de Criminalística exames periciais mais detalhados tanto no corpo do pedreiro quanto na cela em que ele estava. “A análise das vísceras do pedreiro pode atestar, por exemplo, se ele ingeriu substâncias químicas”, afirma Sidney. O delegado já ouviu quatro dos 11 presos da cela ao lado e também vai colher o depoimento dos dois agentes plantonistas.

* Com informações de Roberta Lopes, da Agência Brasil, e de Luiz Felipe Fernandes, Especial para o UOL Notícias em Goiás

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