Policiais federais fazem paralisação de 48 horas em MG

Rayder Bragon
Especial para o UOL Notícias

Em Belo Horizonte

Policiais Federais de Minas Gerais iniciaram paralisação de 48 horas nesta terça-feira (27) reivindicando reestruturação salarial. Segundo o sindicato da categoria, houve 100% de adesão ao movimento no Estado e somente será mantido o efetivo mínimo de 30%, exigido por lei.

De acordo com Rogério Alcântara, diretor do Sinpef/MG (Sindicato dos Policiais Federais de Minas Gerais), ocorreram cancelamentos de operações da corporação no Estado e a emissão de passaportes acontece somente em caso de urgência. Testemunhas de casos investigados pelo órgão não foram convocadas para depor. Há ainda operação padrão em andamento no Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, região metropolitana de Belo Horizonte.

“O governo Lula fez o reenquadramento da maioria das carreiras federais, mas desprestigiando a Polícia Federal. Nós fomos a categoria que teve o menor reajuste salarial desde 2002”, afirmou o dirigente sindical.

No último dia 14 houve paralisação de 24 horas da categoria em âmbito nacional. Desta vez, somente a corporação de MG e do Distrito Federal – que começa o movimento de paralisação por dois dias amanhã – optaram pela interrupção dos trabalhos.

Conforme João Valderi de Souza, secretário-geral da Federação Nacional dos Policiais Federais, em Brasília, o governo federal abriu negociação com os policias. Uma proposta salarial deverá ser apresentada à categoria no próximo dia 5.

“Como o governo abriu negociação, nós suspendemos o movimento em todo o Brasil. Mas como os sindicatos têm autonomia, os de Minas Gerais e do Distrito Federal resolveram fazer a paralisação. O resto do país vai aguardar até o dia 5, quando o governo irá apresentar uma proposta para nós”, disse Souza.

De acordo com Souza, a maioria dos sindicatos resolveu dar um “voto de confiança” ao governo federal, mas se a proposta não for satisfatória, a categoria poderá entrar em greve por tempo indeterminado.

“Não adianta gastar cartucho, ficando dois dias parados, quando nós estamos em uma mesa de negociação. De repente não vem nada (proposta do governo federal), aí nós estamos com toda a força do mundo para fazer um movimento forte e coeso”, avaliou o dirigente.

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