"Começou a chover é sinal de problema", diz prefeito de Penha (SC), cidade atingida agora e no desastre de 2008

Do UOL Notícias

Em São Paulo

Durante a tragédia que atingiu o Estado de Santa Catarina em novembro de 2008, Penha foi uma das 77 cidades duramente castigadas pelos temporais. Na época, a prefeitura decretou situação de emergência. Em razão das enxurradas dos últimos dias, o prefeito Evandro Eredes dos Navegantes (PSDB) teve que, novamente, decretar emergência.

Número de cidades em situação de emergência em SC sobe para 43

“Tem nos preocupado demais a quantidade de chuva que vem atingindo a nossa região. Começou a chover é sinal de problema”, diz o prefeito. Localizada no litoral norte de SC, a 87 km de Florianópolis, a cidade tem uma população de cerca de 23 mil habitantes e abriga o famoso parque Beto Carreiro World, além de 31 km de praias.

As chuvas que atingiram Penha entre o meio da semana passada e a última segunda-feira afetaram 2.148 pessoas, dentre as quais 650 ficaram desalojadas -- abrigadas na casa de parentes e amigos-- e 25 desabrigadas --encaminhadas a abrigos públicos. Atualmente, em todo Estado, são 43 municípios em situação de emergência e quase 8.000 pessoas fora de casa (desabrigados e desalojados) por conta das chuvas.

A Defesa Civil de Santa Catarina estima que o Estado precisará de R$ 10 milhões para reparar os prejuízos causados pelas chuvas e ajudar as famílias atingidas. O pedido será enviado pelo governo estadual ao Ministério da Integração Nacional depois que os municípios concluírem os relatórios de danos.

Segundo o prefeito de Penha, o maior problema da cidade são as inundações, decorrentes do transbordamento de ribeirões e da dificuldade em escoar a água da chuva. “Não temos problemas com deslizamento de encostas, porque a cidade fica longe dos morros, mas sofremos com inundações e alagamentos. Os ribeirões transbordam e acabam alagando cidade. E isso acontece tanto no centro, quanto na periferia”, afirma Eredes.

A chuva dos últimos dias causou danos em 318 casas e em dois prédios públicos do muncípio, segundo informações da Defesa Civil Estadual. A rede de transporte também ficou debilitada nos últimos dias. A ausência de chuvas entre ontem e hoje, contudo, alivou o problema. “Hoje a água já baixou, e não temos mais casas. A situação está controlada. Mas vamos ter que fazer uma levantamento para sabermos o tamanho do prejuízo”.

No desastre de 2008, 135 pessoas morreram e mais de 100 mil no Estado tiveram que abandonar suas casas por conta das chuvas. O estrago maior ocorreu nas cidades do Vale do Itajaí e do litoral. De acordo com o prefeito de Penha, a tragédia inaugurou uma era de preocupação constante sempre que chove. “A partir de 2008 começamos a nos preocupar. Antigamente não chovia uma volume de água como o atual. É uma coisa desenfreada. Mesmo que a gente faça obras de contenção, dragagem, é inevitável que os danos aconteçam”, diz.

O prefeito diz que aguarda a aprovação do Ministério das Cidades de um projeto para aumentar a vazão das tubulações. De acordo com ele, o custos das obras giram em torno de R$ 1 milhão.

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