Justiça deve decretar prisão preventiva de procuradora acusada de espancar filha adotiva

Daniel Milazzo

Especial para o UOL Notícias
No Rio de Janeiro

  • Reprodução/TV Globo/Agência O Globo

    O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) entrou nesta terça-feira (4) com uma denúncia por tortura contra a procuradora aposentada Vera Lúcia Sant'Anna Gomes, 57 anos, acusada de ter agredido uma criança de 2 anos e 10 meses que estava sob sua guarda provisória, em processo de adoção. Na foto divulgada pelo MP, são visíveis os sinais de agressão à menina

    O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) entrou nesta terça-feira (4) com uma denúncia por tortura contra a procuradora aposentada Vera Lúcia Sant'Anna Gomes, 57 anos, acusada de ter agredido uma criança de 2 anos e 10 meses que estava sob sua guarda provisória, em processo de adoção. Na foto divulgada pelo MP, são visíveis os sinais de agressão à menina

Atualizada às 12h56

A 32ª Vara Criminal do Rio de Janeiro deve aceitar pedido feito ontem (4) pelo Ministério Público e decretar já nesta quarta-feira (5) a prisão preventiva da procuradora aposentada Vera Lúcia Gomes. Ela é acusada de torturar a filha adotiva de 2 anos e 10 meses, que estava sob sua guarda provisória. A procuradora negou em depoimento ter violentado a criança.

O pedido de prisão preventiva deve se basear na “revolta social” causada pelo caso. Além disso, os promotores destacam que devido à sua condição socioeconômica, a acusada poderia fugir do país.

Fotos divulgadas hoje mostram sinais claros de que a menina sofreu agressões. A criança foi levada ontem até a Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV), onde passaria por uma avaliação psicológica, mas ela chorava muito e se mostrava assustada. O psicólogo Gilerto Fernandes da Silva teve de suspender o procedimento.

Na quinta-feira (29), a procuradora foi indiciada pelos crimes de tortura qualificada e racismo. Ex-empregados de Vera Lúcia relataram durante o inquérito que a menina de 2 anos era constantemente agredida. De acordo com o relato de uma voluntária do Conselho Tutelar, a acusada pertence a uma seita satânica e a criança poderia ser oferecida em sacrifício.

A menina estava sob guarda provisória da procuradora, que aguardava o processo definitivo de adoção. Em depoimento na semana passada na 13ª Delegacia de Polícia, em Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro, ela negou as agressões e disse que tinha um grande carinho pela menina. Naquele depoimento, Gomes admitiu que chamou a garota de "cachorrinha", mas alegou que não considerava a expressão uma ofensa, já que ela gosta muito de cães.

* Com informações da Agência Estado 

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