Justiça adia decisão sobre ida de Carla Cepollina a júri popular pela morte do coronel Ubiratan

Do UOL Notícias
Em São Paulo

Acatando um pedido da defesa, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) adiou, sem prazo para remarcação, a decisão sobre a ida da advogada Carla Cepollina a júri popular pela morte do coronel Ubiratan Guimarães. A decisão deveria ocorrer nesta quinta-feira(13).

Em primeira instância, o juiz Alberto Anderson Filho, então alocado no 1º Tribunal do Júri, afirmou que não existiam elementos para levar a suspeita ao júri. O procurador Rubem Ferraz de Oliveira apelou da decisão. A análise do recurso deverá ser agendada pelo TJ-SP e será conduzida pelos desembargadores da 9ª Câmara.

A Promotoria acusa Cepollina pela morte do então namorado, conhecido por ter comandado o massacre do Carandiru, que resultou na morte de 111 detentos, em 1992. Ela nega as acusações.

O coronel Ubiratan Guimarães foi morto com um tiro no abdome, no dia 9 de setembro de 2006, em seu apartamento nos Jardins, região nobre de São Paulo.

Em seu parecer, assinado no dia 13 de abril, o procurador considerou um "deslize" a decisão do magistrado Anderson Filho. Para ele, os desembargadores do tribunal devem reformar, ou seja, mudar, a "assustadora decisão" do 1º Tribunal do Júri, "restaurando-se, assim, a Justiça vilipendiada pela intranquilizadora decisão".

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