Pelo menos 740 mil pessoas morrem todos os anos por causa de armas de fogo, diz Pnud

Renata Giraldi
Da Agência Brasil

Em Brasília

Pelo menos 740 mil pessoas morrem todos os anos por causa de armas de fogo, são cerca de 2.000 mortes diárias. Para o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), a violência armada ameaça o cumprimento das Metas do Milênio, fixadas por 108 países. O alerta foi feito nesta quarta-feira (12) durante uma série de discussões sobre o assunto envolvendo autoridades e representantes de entidades civis de 60 países, em Genebra, na Suíça.

RJ registra queda nas apreensões de drogas e armas em 2010, diz instituto

Relatório divulgado nesta quarta-feira (12) pelo Instituto de Segurança Pública (ISP) do Rio de Janeiro constata queda no número de apreensões de armas e drogas no Estado no primeiro trimestre de 2010, em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Pelas estimativas das Nações Unidas, há cerca de 875 milhões de armas pequenas e armamentos leves em circulação no mundo e, na sua maioria, em mãos de civis. Os dados do Pnud indicam ainda que 60% dos homicídios envolvem os chamados armamentos de pequeno porte. Mais da metade destas armas é legal, dizem as autoridades.

Para o Pnud, as ameaças se concentram em 34 países onde há conflitos permanentes e persistência de números elevados de criminalidade. De acordo com o Banco Mundial, o combate à circulação de armas de fogo deve ser implementado com os programas para erradicação da pobreza e fome, além da melhoria da qualidade de serviços de saúde pública.

Durante as discussões, as autoridades da Organização das Nações Unidas (ONU) advertiram que a violência armada é a responsável pela destruição de vidas e meios de subsistência, além de causar de forma permanente insegurança e dificuldades.

Os especialistas das Nações Unidas afirmaram que as conclusões da conferência, realizada hoje na Suíça, serão encaminhadas para o processo de revisão das Metas do Milênio 2010, que ocorrerá nos Estados Unidos. Na ocasião, os líderes mundiais vão se reunir para avaliar o progresso, identificar as falhas e estabelecer compromissos para concretizar uma agenda visando a realização das metas.

“A violência armada tem um efeito devastador sobre o progresso do desenvolvimento [de uma região]”, disse a administradora internacional do Pnud, Helen Clark. “A vida normal é fortemente perturbadora pois os cidadãos são afetados pela insegurança e no acesso aos serviços básicos e modos de vida. A comunidade internacional pode se mobilizar para deter a proliferação e o uso das armas que alimentam a violência.”

Em junho de 2006, 42 países lançaram a Declaração de Genebra sobre Violência Armada e Desenvolvimento. A ideia é reduzir os casos de violência armada até 2015. Em março, 108 Estados assinaram a declaração. Com base no trabalho da Declaração de Genebra, as Nações Unidas e o governo da Noruega atuam em parceria com os demais signatários do documento para assegurar o cumprimento dos compromissos. 

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