Procuradora acusada de agredir criança no Rio segue para Polinter

Do UOL Notícias
Em São Paulo

A procuradora de Justiça aposentada Vera Lúcia de Sant’Anna Gomes, 57, que se entregou à Justiça na manhã desta quinta-feira (13) e saiu do prédio do Tribunal de Justiça, no Rio de Janeiro, por volta das 14h20, para ser levada a Polinter, na zona norte. De lá, ela serguirá posteriormente para uma cela especial em Bangu 8. A procuradora ainda deve fazer um exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML).

Ela é acusada de torturar a menina T.S.E.S., de dois anos de idade, que estava sob sua guarda provisória para adoção. A procuradora estava foragida desde o último dia 5, quando o juiz Guilherme Schilling Pollo Duarte decretou sua prisão preventiva.

A prisão da procuradora foi decretada depois que o juiz Guilherme Schilling, atendendo a um pedido de reconsideração do Ministério Público estadual, reavaliou a decisão que previa a ida dos autos para o 1º Juizado Especial de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher e recebeu a denúncia do MP.

Em sua decisão, o juiz destacou que há indícios suficientes na denúncia que levam a crer que a ré realmente cometeu o crime e que justificam sua prisão. De acordo com o magistrado, a liberdade da procuradora aposentada põe em risco a busca por provas e a garantia da ordem pública.

“A ré vem exercendo atos de coação e intimidação contra testemunhas essenciais para o esclarecimento da verdade dos fatos, impondo-se a segregação provisória com o fito de preservar a imaculada colheita de provas, garantindo a escorreita tramitação do feito. Ainda, o caso vertente vem merecendo especial destaque no meio social, não apenas em razão da natureza hedionda do delito, mas também diante das peculiares condições da vítima e da denunciada. Por tais motivos, decreto a prisão preventiva da acusada”, ressaltou.

No dia 7, o advogado de defesa da procuradora impetrou um habeas corpus pedindo que a ré respondesse ao processo em liberdade. A relatora do HC, desembargadora Gizelda Leitão Teixeira, indeferiu, no dia 10, a liminar que pedia sua liberdade provisória.

O mérito do habeas corpus ainda será julgado pelos desembargadores da 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio. Enquanto espera a decisão judicial, a procuradora ficará presa em uma cela especial de Bangu 8.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos