PF faz operação de combate ao tráfico de drogas em Curitiba

Lúcia Nórcio
Da Agência Brasil

Em Curitiba

A Polícia Federal cumpre hoje (18) em Curitiba 25 mandados expedidos pela Vara de Inquéritos Policiais, da Justiça estadual, para desarticular uma quadrilha responsável pela distribuição de 100 quilos de cocaína na capital a cada 90 dias. A Operação Ressaca, de combate ao tráfico de drogas, deverá cumprir até o fim do dia, dez mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão.

Até agora, foram feitas duas prisões. Uma delas é a do principal alvo da operação, Eder de Souza Conde, investigado pela participação, em 2005, na morte do major da Polícia Militar Pedro Plocharski, então subcomandante do 13º Batalhão de Polícia Militar (BPM) e pela morte de Evinha do pó, em 2002, que dominava o tráfico de cocaína em Curitiba.

Conde havia sido preso durante a Operação Tentáculos. Juntamente com o acusado, a polícia prendeu, na madrugada de hoje, a namorada dele. De acordo com a PF, Eder Conde é conhecido pelas autoridades como o Fernandinho Beira-Mar do Paraná.

As investigações para desarticular a quadrilha começaram em maio de 2009. Hoje, a polícia está tentando conseguir provas de lavagem de dinheiro, aí incluídas dezenas de veículos de luxo, cujo comércio buscava encobrir os ganhos obtidos com o tráfico, estimados em R$ 6 milhões por ano.

Durante as investigações foi descoberto que pertencia ao grupo a remessa de 37 quilos de cocaína e 1 de crack apreendida no último dia 11 de maio em Guaíra. A droga era levada de Mato Grosso do Sul pela organização. A PF está fazendo buscas no local, que funciona como sede das ações da suposta quadrilha. Segundo a assessoria de Comunicação Social da PF, a fachada é de uma empresa de guinchos, no bairro Tatuquara. Está sendo vistoriada também uma mansão no bairro Alphaville, avaliada em mais de R$ 1 milhão, adquirida com os proventos do crime. O imóvel deverá ser lacrado.

Outras prisões devem ocorrer em Ponta Porã (MS), onde vivem fornecedores da droga comercializada em Curitiba.

Participam da operação agentes do Departamento Penitenciário Federal, que escoltarão os detidos para a Penitenciária Federal de Catanduvas, e pilotos da Casa Militar do governo do Paraná, que mantêm um helicóptero à disposição.

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