ONG britânica diz que usinas do rio Madeira (RO) ameaçam índios isolados

Luana Lourenço
Da Agência Brasil
Em Brasília

A construção das hidrelétricas Santo Antônio e Jirau, no Rio Madeira (RO), ameaça grupos indígenas isolados que vivem na região, de acordo com a organização não governamental (ONG) britânica Survival International. Em comunicado divulgado hoje (19), a ONG diz que há pelo menos quatro comunidades de índios isolados que vivem na área afetadas pelas usinas.

A presença dos indígenas na região foi registrada em expedição da Fundação Nacional do Índio (Funai), de acordo com a ONG. Os ativistas argumentam que a abertura de estradas e a presença maciça de trabalhadores para as obras pode prejudicar os índios isolados.

“Os migrantes irão trazer doenças, como a gripe e o sarampo, e os índios têm baixa imunidade. Qualquer forma de contato entre as tribos isoladas e pessoas de fora é extremamente perigosa para a saúde dos índios e pode levar à morte de muitos, como já aconteceu muitas vezes no passado”, argumenta a organização.

A Usina de Santo Antônio é construída pelo Consórcio Santo Antônio Energia, que tem a Odebrecht e a Andrade Gutierrez entre os acionistas. O Consórcio Energia Sustentável do Brasil, liderado pela francesa Suez e a construtora Camargo Correa, é o responsável pela obras de Jirau.

Os dois consórcios foram procurados pela Agência Brasil. O grupo Santo Antônio Energia ainda não se manifestou sobre a denúncia da ONG britânica e o Energia Sustentável do Brasil não retornou as tentativas de contato.

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