Família diz não aceitar desculpas do Bope por morte de inocente e rejeita comparação entre arma e furadeira

André Naddeo
Do UOL Notícias

No Rio de Janeiro

A família do supervisor de loja Hélio Barreira Ribeiro, 47, morto por engano ontem (19) na zona norte do Rio de Janeiro pelo cabo Leonardo Albarello, do Batalhão de Operações Especiais (Bope), disse não aceitar desculpas do agente ou da corporação.

A declaração foi feita por Marília Barbosa, prima de Regina, viúva de Hélio Ribeiro, em nome da família. Para Barbosa, a ação dos policiais foi um ato de "incompetência".

Hélio usava uma furadeira para realizar um serviço no terraço de casa, quando foi atingido por um tiro disparado pelo policial, que confundiu a ferramenta do morador com uma submetralhadora Uzi. O tiro de fuzil atravessou o tórax da vítima.

Barbosa classificou com um “absurdo” o Bope ter comparado as fotos da arma com a da furadeira durante entrevista coletitva ontem, para sugerir a semelhança entre os dois e, assim, justificar o erro da corporação.

Mais de 100 pessoas, entre amigos e parentes, participaram do enterro, entre eles a viúva e os dois filhos, de 18 e 23 anos. Regina e os filhos não quiseram falar com a imprensa.

Também esteve presente Daniela Alves, presidente da Associação dos Moradores e Amigos do Andaraí, zona norte carioca. Ela afirmou que a associação já havia requisitado uma reunião com o Bope para tratar das incursões dos policiais na comunidade.

Segundo Alves, além do risco de balas perdidas, os policiais abusam da violência contra os moradores e revistam mulheres e idosas.

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