Greve de ônibus na Grande SP entra no 2º dia; TRT marca audiência entre empresas e trabalhadores

Do UOL Notícias*

Em São Paulo

A greve dos motoristas e cobradores de Guarulhos e Arujá (Grande São Paulo) entrou nesta quinta-feira (20) no segundo dia consecutivo com 70% da frota de ônibus municipais e intermunicipais paralisada. O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) marcou para a tarde de hoje uma audiência de conciliação entre empresas e trabalhadores para tentar chegar a um acordo.

Ontem, só em Guarulhos quase 300 mil usuários foram afetados pela greve, segundo a Guarupas, associação das empresas de ônibus do município. No 1º dia de greve, circularam em Guarulhos apenas 80 ônibus pela manhã e 320 nos outros turnos. A frota total do município é composta por 1.131 veículos. As empresas conseguiram na Justiça uma liminar que obriga os trabalhadores a colocarem 30% da frota em circulação.

Os trabalhadores exigem reajuste salarial de 14,10% --o que inclui recomposição da inflação e aumento real--, vale refeição diário de R$ 12, fim da dupla função de motorista e cobrador em ônibus menores, 30 minutos de refeição remunerada, melhorias no convênio médico e cesta básica, além da jornada de 40 horas semanais.

Na reunião de ontem, os empresários ofereceram reajuste de 6%, ante ao 5,5% que havia sido oferecido em outras negociações, e equiparação do salário do 'motorista leve' (que exerce dupla função em micro-ônibus e ganha menos que um motorista de um veículo grande) ao do 'motorista pleno' em um ano.

Segundo a Garupas, os piquetes nas portas das empresas foram menos intensos hoje, em comparação a ontem, quando os trabalhadores utilizaram carros de som e cordões humanos nas portas das empresas, bloqueando a saída dos coletivos.

A greve está sendo conduzida por trabalhadores das empresas Vila Galvão, Guarulhos, Guarulhos Transportes, Transguarulhense, Viação Arujá e Transdutra. No total, a categoria reúne cerca de 12 mil trabalhadores, entre motoristas e cobradores. De acordo com a Guarupas, o prejuízo no primeiro dia de paralisação é de mais de R$ 500 mil.

O Sincoverg (sindicato de motoristas e trabalhadores do setor) promete manter a greve por tempo indeterminado, até que as exigências sejam atendidas. Enquanto durar a paralisação, a Secretaria de Transportes de Guarulhos autorizou as lotações regulamentadas a operarem durante todo o dia, sem restrições. Os motoristas de táxis também foram liberados para transportarem passageiros pelo sistema de lotação.

*Com informações da Folha Online

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