Justiça do Trabalho determina fim da greve de ônibus na Grande SP

Do UOL Notícias

Em São Paulo

Em audiência de conciliação realizada nesta quinta-feira (20) entre trabalhadores e empresas, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) determinou que os motoristas e cobradores de ônibus de Guarulhos e Arujá (Grande São Paulo) encerrem a greve iniciada à 0h dessa quarta-feira (19). Caso não cumpra a determinação, o sindicato da categoria será multado em R$ 200 mil por dia parado. Uma nova audiência está marcada para amanhã (21), às 9h.

Hoje, 70% da frota de ônibus municipais e intermunicipais ficou paralisada. Ontem, em Guarulhos quase 300 mil usuários foram afetados pela greve, segundo a Guarupas, associação das empresas de ônibus do município. No 1º dia de greve, circularam em Guarulhos apenas 80 ônibus pela manhã e 320 nos outros turnos.

A frota total do município é composta por 1.131 veículos. As empresas conseguiram na Justiça uma liminar que obriga os trabalhadores a colocarem 30% da frota em circulação.

 Os trabalhadores exigem reajuste salarial de 14,10% --o que inclui recomposição da inflação e aumento real--, vale refeição diário de R$ 12, fim da dupla função de motorista e cobrador em ônibus menores, 30 minutos de refeição remunerada, melhorias no convênio médico e cesta básica, além da jornada de 40 horas semanais.

Na reunião de ontem, os empresários ofereceram reajuste de 6%, ante ao 5,5% que havia sido oferecido em outras negociações, e equiparação do salário do 'motorista leve' (que exerce dupla função em micro-ônibus e ganha menos que um motorista de um veículo grande) ao do 'motorista pleno' em um ano.

Segundo a Garupas, os piquetes nas portas das empresas foram menos intensos hoje, em comparação a ontem, quando os trabalhadores utilizaram carros de som e cordões humanos nas portas das empresas, bloqueando a saída dos coletivos.

A greve está sendo conduzida por trabalhadores das empresas Vila Galvão, Guarulhos, Guarulhos Transportes, Transguarulhense, Viação Arujá e Transdutra. No total, a categoria reúne cerca de 12 mil trabalhadores, entre motoristas e cobradores. De acordo com a Guarupas, o prejuízo no primeiro dia de paralisação é de mais de R$ 500 mil.

Enquanto durar a paralisação, a Secretaria de Transportes de Guarulhos autorizou as lotações regulamentadas a operarem durante todo o dia, sem restrições. Os motoristas de táxis também foram liberados para transportarem passageiros pelo sistema de lotação.

O UOL Notícias não conseguiu localizar os representantes do sindicato da categoria para comentar a decisão do TRT.

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