Paralisação de ônibus no RJ eleva demanda de trens da Supervia

Daniel Milazzo

Especial para o UOL Notícias
No Rio de Janeiro

A greve parcial de rodoviários do município do Rio de Janeiro atrapalhou passageiros que se dirigiam na manhã desta segunda-feira (24) ao trabalho. A Supervia, concessionária responsável pela malha de trens urbanos no Rio e região metropolitana, registrou um adicional de 30 mil passageiros até as 9h.

Segundo Oswaldo Garcia, vice-presidente do Sindicato Municipal dos Rodoviários, 70% dos cerca de 4.200 funcionários da categoria estão paralisados. Já o Rio Ônibus (sindicato das empresas de ônibus do Rio) afirma, em nota, que 60% da frota das empresas entrou em circulação e que 15 das 47 empresas funcionavam com 100% dos veículos desde cedo. Pela manhã, terminais de ônibus da zona norte e oeste ficaram lotados devido à falta de transporte.

De acordo com o Rio Ônibus, a paralisação causou mais problemas apenas em sete das 47 empresas da cidade, concentrando-se em áreas específicas, como a Barra da Tijuca, Jacarepaguá e parte da Zona Norte”.

O sindicato patronal notifica que a Polícia Militar garantiu a segurança nas garagens das empresas. Ônibus das viações Transportes Santa Maria e Real Auto Ônibus tiveram pára-brisas e retrovisores danificados. As empresas mais afetadas com a greve foram Viação Redentor, Litoral Rio Transportes, Transportes Santa Maria, Transportes Estrela, Rodoviária A. Matias, e as viações Acari e Verdun.

Em nota, a Supervia avisa que colocou a disposição 100% da frota de trens para circular o dia inteiro, além de aumentar o número de funcionários no atendimento e segurança dos usuários. A Barcas S/A realizou viagens extras entre 7h e 10h, procedimento que será repetido entre 17h e 20h. O MetrôRio reforçou o número de funcionários nas bilheterias.

A Secretaria Municipal de Transportes informou que desde a manhã o trânsito na cidade teve fluxo normal.

Sindicato: “5% é esmola”
Os rodoviários exigem um reajuste de 15%, mesmo tendo assinado, em março deste ano, um acordo com o Rio Ônibus estabelecendo aumento de 5% e piso salarial para a categoria. Os grevistas também pedem o fim da função dupla, quando os motoristas têm que dirigir e cobrar as passagens.

Oswaldo Garcia, vice-presidente do Sindicato Municipal dos Rodoviários do Rio de Janeiro, explica que o acordo de março foi assinado com o intuito de garantir o piso salarial da categoria, mas critica o aumento de 5%. “Isso não é reajuste, isso é esmola”.

Nesta tarde, às 14h, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) deve julgar a legalidade da paralisação. Às 17h, motoristas e cobradores debaterão em assembléia sobre a continuidade da greve.

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