Projeto ambiental vai monitorar correntes marítimas da Baía de Guanabara para combater poluição

Da Agência Brasil

No Rio de Janeiro

A Baía de Guanabara, segunda maior baía do litoral brasileiro, começou a ser monitorada hoje (25) com o lançamento de um projeto de estudos ambientais. A BG Brasil, empresa que atua no segmento de exploração e produção de petróleo e distribuição de gás, a organização não governamental Projeto Grael, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a empresa Prooceano fizeram uma parceria com a intenção de acompanhar as marés, a temperatura da água e as correntes marítimas. O investimento é de R$ 800 mil e terá a duração de dois anos e meio.

A expectativa é coletar informações e auxiliar os trabalhos de coleta de lixo flutuante na baía, já que os resíduos tendem a seguir as trajetórias das correntes, e o combate a possíveis vazamentos de óleo e à poluição.

A cada ciclo de maré, que corresponde a um período de 12 horas, três alunos habilitados do Projeto Grael ficarão a bordo de uma lancha, com a orientação de um supervisor e serão responsáveis pelo lançamento e recolhimento de bóias que serão monitoradas por GPS. Assim, eles poderão estudar as correntes marítimas e seus parâmetros físico-químicos.

A empresa Prooceano, especializada em oceanografia e consultoria ambiental, ficará responsável pelo processamento e tratamento das informações enviadas via satélite pelas bóias com GPS e da atualização do banco de dados online do projeto. Já a UFRJ foi contemplada com três bolsas de estudo – duas para iniciação científica e uma para mestrado. Os alunos bolsistas construirão um modelo numérico de previsão de correntes para poder antecipar as condições de circulação das correntes marítimas na Baía de Guanabara.

Para o presidente do Projeto Grael, Axel Grael, é importante conhecer a Baía para poder recupera-lá. “Nossa participação no Projeto Baía de Guanabara tem como objetivo aprofundar ainda mais a integração e o compromisso dos nossos alunos com a Baía. Com esses esforços, poderemos conhecê-la melhor e, assim, contribuir para sua recuperação de uma forma mais eficiente”, afirmou.

O projeto da Baía de Guanabara, além da questão ambiental, também terá um desdobramento social. O Projeto Grael, criado há doze anos pelos irmãos velejadores Torben e Lars Grael e Marcelo Ferreira, tem o foco de suas atividades na preparação de jovens de comunidades carentes dos municípios de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo, todos na região metropolitana do Rio, para o trabalho na área náutica.

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