TJ-SP analisa decisão de levar Carla Cepollina a júri popular pela morte do coronel Ubiratan

Do UOL Notícias
Em São Paulo

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) começou a analisar na manhã desta quinta-feira (10) um recurso do Ministério Público contra a decisão de não levar a júri popular a advogada Carla Cepollina, acusada pela morte do coronel Ubiratan Guimarães. O crime aconteceu em setembro de 2006 e Cepollina responde em liberdade.

Em primeira instância, o juiz Alberto Anderson Filho, então alocado no 1º Tribunal do Júri, afirmou que não existiam elementos para levar a suspeita ao júri. O procurador Rubem Ferraz de Oliveira apelou da decisão.

Em seu parecer, assinado no dia 13 de abril, Oliveira considerou um "deslize" a decisão de Anderson Filho. Para ele, os desembargadores do tribunal devem reformar, ou seja, mudar, a "assustadora decisão" do 1º Tribunal do Júri, "restaurando-se, assim, a Justiça vilipendiada pela intranquilizadora decisão".

A Promotoria acusa Cepollina pela morte do então namorado, conhecido por ter comandado o massacre do Carandiru, que resultou na morte de 111 detentos, em 1992. Ela nega as acusações.

O coronel Ubiratan Guimarães foi morto com um tiro no abdome, no dia 9 de setembro de 2006, em seu apartamento nos Jardins, região nobre de São Paulo.

 

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