TJ-SP decide levar Carla Cepollina a júri popular pela morte do coronel Ubiratan

Do UOL Notícias
Em São Paulo

  • 27.09.2006 - Caio Guatelli/Folha Imagem

    O TJ-SP decidiu levar a júri popular a advogada Carla Cepollina (foto), acusada pela morte do namorado, o coronel Ubiratan Guimarães

    O TJ-SP decidiu levar a júri popular a advogada Carla Cepollina (foto), acusada pela morte do namorado, o coronel Ubiratan Guimarães

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) decidiu na manhã desta quinta-feira (10) levar a júri popular a advogada Carla Cepollina, acusada pela morte do coronel Ubiratan Guimarães. O crime aconteceu em setembro de 2006 e Cepollina responde em liberdade. A decisão dos desembargadores foi unânime --3 votos a 0.

“Há prova inequívoca da materialidade do delito e indícios suficientes de autoria contra a advogada Carla Cepollina para mandá-lo a Júri popular”, afirmou o relator do recurso, desembargador Souza Nery. Os dois outros julgadores, Roberto Midola e Francisco Bruno, seguiram o relator.

O advogado de Cepollina, o ex-ministro Márcio Thomaz Bastos, sustentou a tese de que não havia indícios, muito menos prova da participação de sua cliente no assassinato do coronel e levou sua argumentação para o caso de outra pessoa ser a autora do delito criminoso.

“Quantas pessoas não acalentavam o sonho de matar o coronel Ubiratan, um homem marcado pela morte de 111 presos no famoso massacre do Carandiru”, afirmou Thomaz Bastos. Ele destacou ainda o momento em que ocorreu o crime num ano marcado pelos atentados da facção criminosa PCC, que atua dentro e fora dos presídios paulistas.

A defesa de Cepollina não pode mais recorrer no TJ, apenas em instância superior. Ainda não há uma data para o julgamento.

Por ora, fica anulada a sentença em primeira instância do juiz Alberto Anderson Filho, então alocado no 1º Tribunal do Júri, que afirmou que não existiam elementos para levar a suspeita ao júri. O Ministério Público, por meio do procurador Rubem Ferraz de Oliveira, apelou da decisão.

Em seu parecer, assinado no dia 13 de abril, Oliveira considerou um "deslize" a decisão de Anderson Filho. Para ele, os desembargadores do tribunal deveriam reformar, ou seja, mudar, a "assustadora decisão" do 1º Tribunal do Júri, "restaurando-se, assim, a Justiça vilipendiada pela intranquilizadora decisão".

Em 2006, a Promotoria acusou Cepollina pela morte do então namorado, conhecido por ter comandado o massacre do Carandiru, que resultou na morte de 111 detentos, em 1992. Ela, que responde por homicídio duplamente qualificado, motivado por vingança, nega as acusações.

O coronel Ubiratan Guimarães foi morto com um tiro no abdome, no dia 9 de setembro de 2006, em seu apartamento nos Jardins, região nobre de São Paulo.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos