Após assalto em SP, associação reclama de falta policiamento em shoppings, mas rejeita detector de metais

Guilherme Balza

Do UOL Notícias
Em São Paulo

O diretor de relações institucionais da Alshop (Associação Brasileira de Lojistas de Shopping), Luís Augusto Hildefonso da Silva, afirmou que os shoppings são locais muito seguros e que os assaltos recentes no Shopping Cidade Jardim, em São Paulo, ocorreram por falta de zelo dos órgãos públicos de policiamento, e não por problemas de segurança no interior do estabelecimento.

Em 23 dias, duas joalherias foram assaltadas no Shopping Cidade Jardim: na última segunda-feira (7), o alvo foi a revendedora dos relógios da marca Rolex; no dia 16 de maio, o assalto ocorreu na loja da Tiffany. Os dois estabelecimentos ficam perto de saídas do shopping.

“Shoppings são os lugares mais seguros da cidade. Temos uma política de segurança muito bem feita e bem aparelhada. No assalto ao Shopping Cidade Jardim não houve falhas na segurança, o que inclusive não permitiu que houvesse qualquer risco de tiroteio. Faltou um zelo maior da polícia e dos órgãos públicos”, disse o diretor.

Na quinta-feira (10), a administração do shopping divulgou um comunicado ao público, no qual informou que “está tomando uma série de medidas de segurança, incluindo mecanismos de controle de acesso às suas dependências”. Entre as medidas implantadas, estão a “abordagem e triagem de veículos” e a “instalação de detectores de metal”. O shopping não deu mais detalhes da nova política de segurança.

Segundo o diretor da Alshop, a adoção desses métodos de controle já havia sido aventada em 1999, após um estudante de medicina atirar em várias pessoas dentro do cinema do Shopping Morumbi, também na capital paulista, mas é “impossível” de ser feita. “Não há o menor sentido em fazer vistoria e ter detector [de metais]. Não é produtivo, nem lógico. Tem que ter bom senso e não aprovar isso”, afirmou Silva.

Ainda de acordo com o diretor, a Alshop não proporá uma nova política de segurança aos shoppings, mas entrará em contato com as administrações públicas para solicitar reforço no policiamento dos arredores dos shoppings.

Investigações
A delegada Kátia Regina Martins, da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) de São Bernardo do Campo, disse ao UOL Notícias que a polícia está “lutando contra o relógio” para encontrar os envolvidos no assalto da loja da Rolex.

Na quarta-feira (9), a Dise prendeu oito suspeitos na região do Parque Bristol (zona sul da capital). Desses, três já foram reconhecidos pessoalmente por funcionários do Cidade Jardim como assaltantes da Rolex. O Deic (Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado) acredita que 11 pessoas tenham participado do crime.

A prioridade da polícia nesse momento é localizar os criminosos que restam. Os policiais têm nomes completos, fotos, endereços e apelidos dos criminosos. “Estamos lutando contra o relógio para encontrar quem falta e capturar o que foi roubado”, afirmou a delegada. Os suspeitos cumprem prisão temporária no Centro de Detenção Provisória (CDP) de São Bernardo do Campo (Grande São Paulo).

O roubo

Representantes da Rolex afirmaram que não serão divulgadas estimativas de prejuízos causados pelos ladrões nem número de objetos levados. Localizada no térreo do shopping, a loja da Rolex não contava com segurança especial e continuará dependendo apenas do serviço prestado pelo próprio shopping.

Os assaltantes entraram bem vestidos na loja, promoveram o roubo em cerca de cinco minutos e fugiram em dois carros. A administração do shopping alegou, após o incidente, que “todos os procedimentos foram cumpridos à risca” e que o espaço “sempre contou com forte esquema de segurança”, sem revelar números.

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