Greve do Judiciário em SP já trouxe um ano de atraso a processos, diz presidente da OAB-SP

Rosanne D'Agostino

Do UOL Notícias
Em São Paulo

Após reunião na manhã desta segunda (14), em que a seccional paulista da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) decidiu reiterar apoio ao Tribunal de Justiça em busca de saídas para a paralisação do Judiciário paulista, que já dura mais de 50 dias no Estado, o presidente da entidade, Luiz Flávio Borges D’Urso, afirmou que o prejuízo ao andamento de alguns processos pode chegar a um ano de atraso.

“O pleito é justo, e a OAB apoia esse pleito. O que não é justo é a população sair prejudicada, porque os processos param. É gente que não recebe o dinheiro, criança que não tem assistência, pessoa de idade que não recebe o que é devido. As vidas das pessoas estão nos processos”, disse D’Urso ao UOL Notícias.

A OAB-SP decidiu oficiar mais uma vez ao TJ para que todos os prazos dos processos sejam suspensos no Estado. Nesta segunda, o tribunal suspendeu apenas os que tramitam no Fórum João Mendes Jr., entre hoje e amanhã. Além disso, o tribunal suspendeu por 15 dias corridos o serviço de solicitação e entrega de certidões cíveis no fórum, que abriu normalmente.

Segundo D’Urso, “em um mês e meio de paralisação, que não é total, mas onde o fórum, o cartório, não funciona, demora mais de um ano para voltar a colocar em dia esse serviço. Uma audiência que não se realiza agora, não tem condição de se realizar daqui dois ou três meses, porque já tem outros processos na agenda”.

“Estou oficiando à presidência do tribunal diante da confusão no João Mendes esta manhã. Isso não atende as necessidades da advocacia, nem da população, e gera uma insegurança jurídica imensa”, concluiu. “Estou fazendo um apelo também para que os funcionários voltem ao trabalho, porque parte das reivindicações já foram atendidas.”

Os servidores, que realizaram ocupação no Fórum João Mendes entre a quarta (9) e a sexta (11), voltaram na manhã desta segunda à frente do fórum, tentando convencer os funcionários a não trabalharem. Eles pedem 20, 16% de reposição salarial e plano de carreira. Cerca de mil funcionários participaram da manifestação.

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