Massa de ar seco deixa umidade do país abaixo do indicado pela OMS

Do UOL Notícias
Em São Paulo

  • Luiz Guarnieri/Futura Press

    Faixa de poluição sobre a cidade de São Paulo durante a manhã da última terça-feira (15)

    Faixa de poluição sobre a cidade de São Paulo durante a manhã da última terça-feira (15)

Uma massa de ar seco, que predomina em parte do país, tem feito com que a umidade relativa do ar fique muito abaixo do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em algumas regiões.

Toda a área centro-oeste e sudeste e parte do nordeste, principalmente a área do interior da Bahia, são as zonas mais problemáticas.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o Estado da Bahia é o que apresenta a mais baixa umidade do ar em todo o país. Por volta das 16h desta quarta-feira (16), o índice chegou a 19,4% na capital Salvador.

No mesmo horário, em Goiânia (GO) o índice foi de 23%; em Cuiabá (MT), 27%; em Campo Grande (MS), 28%; em São Paulo, 29%; no Rio de Janeiro a umidade chegou a 32% e em Belo Horizonte (BH) o índice era de 38%.

A OMS considera estado de atenção quando a taxa de umidade relativa do ar fica abaixo dos 30%. Abaixo dos 20% é considerado estado de alerta e abaixo dos 12% é considerado estado de emergência.

De acordo com Franco Villela, meteorologista do Inmet, a umidade relativa do ar deve seguir baixa nestas regiões pelo menos até o final da semana, quando uma nova frente fria deve chegar trazendo chuva e queda nas temperaturas.

Por enquanto os dias nestas regiões seguem ensolarados, com elevação nas temperaturas e, consequentemente, tempo bastante seco.

Para a meteorologista do Inmet Maria das Dores de Azevedo, este fenômeno é bastante comum para esta época do ano e deve durar até o final do inverno. “Este cenário deve continuar até meados de setembro, que é quando começam as primeiras chuvas."

De acordo com os meteorologistas da Somar, em algumas cidades do interior da Bahia não chove há 50 dias. Além de aumentar os focos de queimadas em todo o Brasil, a falta de chuvas faz aumentar concentração de poluentes, principalmente nos grandes centros urbanos.

Cuidados
Nessas condições, é comum a ocorrência de complicações respiratórias devido ao ressecamento das mucosas, provocando sangramento pelo nariz, ressecamento da pele e irritação dos olhos.

Por isso, a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) para dias como estes é evitar exercícios físicos ao ar livre entre 11h e 15h; umidificar o ambiente por meio de vaporizadores, toalhas molhadas, recipientes com água; regar os jardins, e sempre que possível, permanecer em locais protegidos do sol ou em áreas arborizadas.

Além dessas medidas, é recomendável usar colírio de soro fisiológico ou água boricada para os olhos e narinas e beber muita água.

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