OAB-SP diz que acompanha, mas não investiga, morte de advogada em SP

Arthur Guimarães

Do UOL Notícias
Em São Paulo

  • Vagner Campos / Futura Press

    Irmão da advogada desaparecida chora ao ver o corpo da vítima, encontrado em represa

    Irmão da advogada desaparecida chora ao ver o corpo da vítima, encontrado em represa

Após reunião com o advogado do principal suspeito de assassinar a advogada Mércia Nakashima, 28, o presidente da seccional paulista da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Luiz Flávio Borges D'Urso, afirmou na noite desta quarta-feira (16) que a entidade já está acompanhando o caso, "não para investigar, mas para ajudar as autoridades competentes".

O corpo da advogada foi localizado junto com o carro que ela possuía em uma represa de Nazaré Paulista (64 km de SP), no dia 11 de junho. Ela havia desaparecido no dia 23 de maio, depois de deixar a casa da avó, em Guarulhos (Grande SP). O advogado e policial militar aposentado Mizael Bispo de Souza, 40, ex-namorado da advogada, é tido como principal suspeito pela polícia.

D'Urso afirmou que nenhum dado até agora leva a uma "suposição de que o crime tenha sido cometido por conta do exercício profissional da vítima". Disse também que a OAB, "como faz em todos os homicídios contra advogados, está acompanhando o caso, não para investigar, mas para ajudar as autoridades competentes".

O presidente da entidade disse ainda que conversou com Mizael por telefone. Segundo ele, o ex-namorado de Mércia reiterou sua inocência e afirmou que, como advogado, não esperava outro posicionamento se não esse acompanhamento isento.

Samir Haddad Júnior, que representa o ex-namorado, havia anunciado que se reuniria com representantes da OAB para pedir assistência no caso. Hoje, disse que se viu na obrigação de contatar a entidade, por se tratar de dois membros envolvidos.

Segundo o advogado, Mizael sabia que Mércia recebia ameaças de clientes, um deles chamado Messias, e que poderia ter cometido o crime por estar descontente com os serviços da advogada. “Tem muita gente que acha que seu próprio advogado se vendeu para a outra parte”, afirmou.

O advogado ainda elogiou o trabalho da polícia no caso, apesar de listar diversos erros que, segundo ele, teriam sido cometido durante as investigações. “Estou na minha casa. E não tenho nada para reclamar das autoridades enquanto advogado. Os policias têm sido de uma gentileza imensa, com uma postura correta e ética.”

Por fim, reafirmou a inocência de seu cliente e ironizou as tentativas de incriminá-lo: “Ou ele é inocente ou psicopata”, ironizou, defendendo que Mizael está muito tranquilo para quem teria cometido um crime dessa gravidade.

Márcio Nakashima, irmão da vítima, negou que a irmã recebesse ameaças e disse que ela teria contado sobre à família caso tivesse recebido. Para investigadores do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), o ex-namorado é o principal suspeito. Até agora, apenas um pescador prestou depoimento, afirmando ter ouvido gritos e avistado o veículo no momento em que foi jogado na represa.

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