Umidade do ar continua a piorar no país; tempo seco requer cuidados

Do UOL Notícias
Em São Paulo

  • Andre Vicente/Folhapress

    Umidade do ar está abaixo do indicado pela OMS; Na foto, vista do Pico do Jaraguá, em SP

    Umidade do ar está abaixo do indicado pela OMS; Na foto, vista do Pico do Jaraguá, em SP

A umidade relativa do ar está ainda mais baixa nesta quinta-feira (17) em algumas regiões do país. Os índices estão bem inferiores ao recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o Estado de Goiás é o que apresenta a mais baixa umidade do ar em todo o país. Por volta das 16h, o índice chegou a 20% na capital Goiânia.

CUIDADOS

Em condições de baixa umidade, é comum a ocorrência de complicações respiratórias devido ao ressecamento das mucosas, provocando sangramento pelo nariz, ressecamento da pele e irritação dos olhos.

Por isso, a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) para dias como estes é evitar exercícios físicos ao ar livre entre 11h e 15h; umidificar o ambiente por meio de vaporizadores, toalhas molhadas, recipientes com água; regar os jardins, e sempre que possível, permanecer em locais protegidos do sol ou em áreas arborizadas.

Além dessas medidas, é recomendável usar colírio de soro fisiológico ou água boricada para os olhos e narinas e beber muita água

No mesmo horário, em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro o índice era de 24%; em Cuiabá (MT), 25%; em Campo Grande (MS), 27%; e em São Paulo, 28%.

Com relação a ontem, a umidade relativa do ar nestas cidades diminuiu em média 1 ponto percentual, como exceção de Belo Horizonte , que passou de 38% para 24%, e do Rio de Janeiro, que foi de 32% também para 24%.

A OMS considera estado de atenção quando a taxa de umidade relativa do ar fica abaixo dos 30%. Abaixo dos 20% é considerado estado de alerta e abaixo dos 12% é considerado estado de emergência.

De acordo com Franco Villela, meteorologista do Inmet, a umidade relativa do ar deve seguir baixa nestes Estados pelo menos até o final da semana, quando uma nova frente fria deve chegar trazendo chuva e queda nas temperaturas.

Por enquanto os dias nestas regiões seguem ensolarados, com elevação nas temperaturas e, consequentemente, tempo bastante seco.
Para a meteorologista do Inmet Maria das Dores de Azevedo, este fenômeno é bastante comum para esta época do ano e deve durar até o final do inverno. “Este cenário deve continuar até meados de setembro, que é quando começam as primeiras chuvas."

Além de aumentar os focos de queimadas em todo o Brasil, a falta de chuvas faz aumentar concentração de poluentes, principalmente nos grandes centros urbanos.

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