Perícia agora tenta descobrir em que momento advogada foi baleada

Arthur Guimarães*
Do UOL Notícias
Em São Paulo

Após uma reunião de três horas entre peritos e legistas que investigam a morte da advogada Mércia Nakashima, o perito Renato Pattoli, um dos responsáveis pelo caso no Instituto de Criminalística (IC), afirmou que uma das prioridades no momento é saber quando a moça de 28 anos foi baleada.

Como foi revelado ontem, o ferimento encontrado no maxilar da jovem foi causado por disparo de arma de fogo. Anteriormente, a polícia apenas sabia que ela tinha uma fratura na região da boca. Após encontrarem recentemente vestígios de uma bala calibre 38 no maxilar da advogada, a polícia chegou à conclusão de que o autor do assassinato a alvejou antes de jogá-la, junto com o carro, nas águas de uma represa em Nazaré Paulista.

No dia em que o veículo foi encontrado, um projétil foi achado no chão do Honda Fit da advogada. A bala foi enviada para análise para se tentar rastrear de qual arma partiu. “Sabemos que ela foi alvejada, provavelmente no interior do veículo”, disse Pattoli hoje, explicando que outras análises estão sendo feitas para tentar confirmar se o tiro foi dado com o veículo já na represa, ou antes, em outro local. Até hoje, não há uma explicação oficial sobre a causa da morte de Mércia - como também não se sabe se o tiro teria a matado.

A reunião desta tarde aconteceu na sede da Superintendência da Polícia Técnico Científica, no bairro do Butantã, na capital paulista. Segundo Pattoli, o encontro entre os peritos é rotineiro e serve para que técnicos do IML (Instituto Médico Legal) e do IC compartilhem e debatam as informações que servem de base nas investigações.

Patolli explicou que, na ocasião, os legistas puderam ter melhor noção das características da represa por meio de fotos e relatos dos peritos que estiveram onde Mércia foi encontrada. Segundo ele, essas informações podem ser úteis para ajudar na análise dos vetígios e marcas que foram encontrados no corpo da advogada.

Os peritos também analisam as amostras de alga recolhidas em um aspirador de ar apreendido na casa do policial militar reformado Mizael Bispo de Souza, ex-namorado de Mércia e apontado pelo Ministério Público paulista como suspeito do crime. Para Patolli, é prematuro afirmar se as algas são iguais à existentes na represa. Nos três depoimentos prestados, Mizael disse ser inocente.

Outros suspeitos
Além do ex-PM, outras duas pessoas são investigadas por suposto envolvimento no crime. O vigia Evandro Bezerra Silva, de 38 anos, amigo de Souza, seria o executor do homicídio. Ele conhecia a região da represa e esteve por lá no dia do desaparecimento de Mércia. No Fit havia um boné da Adidas, possivelmente dele. A Justiça decretou a prisão temporária de Silva, que até ontem estava foragido. O vigia teria mantido contato por telefone com um dos irmãos de Souza, cujo nome é mantido em sigilo. Investiga-se se ele teria tido envolvimento no homicídio ou auxiliado Silva a fugir.

Mércia foi encontrada morta no dia 11 de junho em uma represa em Nazaré Paulista (a 64 km de São Paulo), após ter ficado desaparecida por 17 dias.

* Com informações da Agência Estado
 

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