Moradores da Rocinha, no Rio, temem perder aluguel social

Da Agência Brasil
No Rio de Janeiro

Na Vila Laboriaux, na favela da Rocinha, em São Conrado, aproximadamente 100 casas das cerca de 800 moradias da comunidade estão condenadas depois do temporal de abril, por estarem em áreas de risco.

Há escolas e creches ainda fechadas na Vila Laboriaux, três meses depois da tragédia. Na comunidade da Rocinha, todas as pessoas que saíram de suas casas estão recebendo o aluguel social. No entanto, há o receio quanto à continuidade do benefício.

“Acho que não é culpar as chuvas, vamos culpar as pessoas que nunca fizeram nada pelas comunidades carentes”, diz o presidente da Associação de Moradores da Rocinha, Leonardo Rodrigues.

A Geo-Rio informa que a ocupação do Laboriaux começou no início da década de 80, quando foram construídas casas pela prefeitura para reassentar moradores. O avanço da ocupação, segundo a empresa, tem representado um desequilíbrio nas condições ambientais da encosta.

“O conhecimento de problemas associados a esta ocupação vem se intensificando nos últimos anos, com mais de 30 ocorrências catalogadas e cerca de 25 registros de acidentes ocorridos, alguns com danos materiais e mortes, que levaram a Geo-Rio a realizar intervenções pontuais com objetivo de reduzir as situações de risco”, informa a empresa.

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