Alex de Jesus/ O Tempo/ AE

Caso Eliza Samudio

Polícia interroga ex-policial e três envolvidos no caso Bruno; suspeitos devem ficar calados

Rayder Bragon

Especial para o UOL Notícias
Em Belo Horizonte

O ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola ou Paulista, apontado pela polícia como quem estrangulou Eliza Samudio, ex-namorada do goleiro Bruno, e mais três suspeitos no caso, chegaram ao Departamento de Investigações de Belo Horizonte para prestar depoimentos e começaram a ser interrogados na tarde desta segunda-feira (12). No entanto, sob orientação de seus advogados, devem ficar em silêncio.

Bola, mesmo exonerado da polícia, dava aulas a policiais em seu sítio em Esmeraldas, região metropolitana de Belo Horizonte, e é suspeito de participar de um grupo de extermínio. Ele é o principal suspeito do assassinato de Eliza.

Segundo o advogado Zanone Junior, Bola está abatido e preocupado com a família. Ele disse desconhecer Bruno e afirmou, ainda conforme o advogado, que teve contato duas vezes com Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, amigo do goleiro, para que ele tentasse encaixar seu filho em um time de futebol.

O advogado voltou a reclamar que não teve acesso aos autos do inquérito e deve recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal). Segundo Junior, a polícia está introduzindo a “inquisição” nesse caso “Como eu posso montar uma linha de defesa sem conhecer o inquérito?”

Os últimos três presos suspeitos de envolvimento no desaparecimento da ex-amante do goleiro. Elenilson Vitor da Silva, Wemerson Marques de Souza, o Coxinha, e Flávio Caetano de Araújo foram presos na sexta-feira (9), em Igarapé, na região metropolitana de Belo Horizonte.

Elenilson é o administrador do sítio de Bruno em Esmeraldas. Já Wemerson e Flávio são amigos de Bruno e teriam ajudado a esconder o bebê de cinco meses de Eliza. Ela lutava na Justiça para que o goleiro reconhecesse a paternidade da criança.

Os três foram trazidos da penitenciária Nelson Hungria, localizada em Contagem, para o Departamento de Investigações de Crimes contra a Pessoa da capital mineira, onde chegaram por volta das 12h30.

Entretanto, também foram orientados pelo advogado Ércio Quaresma a não dar nenhuma declaração à polícia. O advogado diz que essa orientação deve ser mantida pelo menos até que o inquérito seja liberado para a defesa.

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